Atendimento Ambulatorial em Microcefalia

A Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação abriu inscrições às famílias que têm bebês com suspeita ou diagnóstico confirmado de microcefalia. Os pedidos para a primeira consulta é válido para as nove unidades da rede e pode ser feita pela internet, através do seguinte endereço: http://www.sarah.br/consultas/microcefalia

As unidades da Rede SARAH estão localizadas nas seguintes cidades:

  • Belém (PA)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Brasília (DF)
  • Fortaleza (CE)
  • Macapá (AP)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Salvador (BA)
  • São Luiz (MA)

Para quem não conhece, os hospitais da Rede SARAH são dedicados à reabilitação e os atendimentos têm início com uma consulta médica previamente agendada. Por isso, a importância de se solicitar um atendimento ambulatorial para bebês com hipótese ou diagnóstico de microcefalia.

Sobre a Rede SARAH

A Rede é mantida pela Associação das Pioneiras Sociais (APS). Atualmente é composta por nove unidades, que realizam mais de 19 milhões de procedimentos por ano. Tem como propósito oferecer atendimento público de alta qualidade, com tecnologia de ponta e humanismo, alcançando todos os níveis da população.

Na Rede SARAH, a terapia de reabilitação não está restrita apenas ao ambiente hospitalar. Para uma abordagem eficaz, é necessário ter como objetivo que cada momento do paciente, ao longo do dia, possa ser organizado para estimular seu desenvolvimento. Por isso, além de focar na avaliação das perdas funcionais decorrentes de acidente ou doença, os profissionais da Rede avaliam as potencialidades das funções preservadas. Em outras palavras, a atuação da equipe de reabilitação concentra-se predominantemente no que é possível conseguir e não naquilo que se deixou de fazer.

Fonte: site Rede SARAH

Confira o ranking completo de praias acessíveis do litoral paulista

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo coordenou um levantamento extenso para avaliar as condições de acesso às praias no litoral paulista. Foram avaliados também a presença de mobiliários adaptados e de hotéis preparados para receber com segurança e conforto os frequentadores. Ao todo, foram avaliadas 223 praias.

A equipe da OAB que visitou as praias foi formada por profissionais das 12 subseções presentes no Estado. Durante as visitas, a equipe procurou avaliar:

  1. presença de informações acessíveis nas praias para todos os tipos de deficiência;
  2. existência de serviços de apoio às pessoas com mobilidade reduzida;
  3. serviço de salva-vidas no local;
  4. informações sobre acessibilidade nas praias nos websites das respectivas prefeituras
  5. existência de estacionamento com vagas exclusivas para pessoas com deficiência;
  6. presença de percursos acessíveis e livres de obstáculos para pedestres até a areia da praia;
  7. acessibilidade nas edificações (instalações) e nos mobiliários (exs: cadeiras de rodas anfíbias para o banho e passeio na praia para as pessoas com mobilidade reduzida, duchas com barras de apoio).
  8. presença de hotéis próximos com acessibilidade.

Após quase três meses de análise e consolidação dos dados, montou-se um ranking das praias mais preparadas para receber banhistas idosos e/ou com alguma deficiência. O primeiro lugar ficou para a praia da Enseada, em Bertioga. Pelo levantamento realizado, a praia conta com informações acessíveis para todos os tipos de deficiência, apoiadores, salva-vidas, vagas exclusivas, percursos para pedestres, sanitários adaptados, postos de primeiros socorros, cadeira de rodas anfíbia, vestiários, duchas e lava-pés. Há também hotéis com acomodações adaptadas e a o site da prefeitura divulga informações ao público sobre acessibilidade.

Trecho da orla da Praia da Enseada, mostrando a areia, calçadões e infra-estrutura de apoio ao banhista.
Orla da Praia da Enseada, Bertioga (São Paulo)

Confira a lista completa das praias que estão melhor preparadas para receber pessoas com deficiência e idosos, no litoral paulista:

1º LUGAR:

Enseada, Bertioga

2º LUGAR:

Guilhermina, Praia Grande

Tupi, Praia Grande

3º LUGAR:

Indaiá, Bertioga

Aviação, Praia Grande

Boqueirão, Praia Grande

Caiçara, Praia Grande

Mirim, Praia Grande

Ocian, Praia Grande

Solemar, Praia Grande

4º LUGAR:

Balneário da Adriana, Ilha Comprida

Boqueirão Norte, Ilha Comprida

Monte Carlo, Ilha Comprida

Ilha Comprida, Ilha Comprida

Guaraú, Peruíbe

Centro, Peruíbe

Canto do Forte, Praia Grande

Balneário Flórida, Praia Grande

Fonte: G1 / Foto: Jornal da Baixada

Projeto praia acessível chega ao litoral baiano

Neste final de semana, a Associação Baiana de Equoterapia (ABAE) lançou o projeto ‘Cavalo Marinho’, que oferece banho de mar assistido e várias outras atividades lúdicas para as famílias com pessoas com alguma deficiência. O projeto está localizado na praia de Itapuã, em Salvador, na Rua K, a partir das 8:30h. As pessoas interessadas podem telefonar no número (71) 3249-0599 e realizar a inscrição. Além do banho de mar, o projeto oferece a prática de stand up, passeio de bote, banho com cadeira anfíbio, futebol de areia, entre outras atividades lúdicas. O projeto já nasce com uma grande número de adesões: já conta com mais de 250 crianças e jovens cadastrados.
Há 26 anos, a ABAE, em parceria com a Polícia Militar da Bahia (Esquadrão da Polícia Montada), promove a utilização do cavalo como tratamento equoterápico para crianças e adolescentes com deficiência. Agora, com o apoio adicional do FMDCA (Fundo Municipal da Criança e Adolescente), do CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente) e da SEMPS (Secretaria Municipal de Promoção Social),  a ABAE expande as atividades para as praias da capital baiana através da talassoterapia, que é o tratamento terapêutico baseado nos recursos do ambiente marinho para promoção da saúde, do bem estar físico e mental, assim como do fortalecimento de vínculos familiares.
Para maiores informações sobre o projeto e demais atividades, acessar o blog da Associação em http://equoterapiabahia.blogspot.com.br/
Vida longa ao Cavalo Marinho!

Agora é lei: todo website precisa ter acessibilidade

Ao contrário do que muitos pensam, a quantidade de brasileiros com alguma deficiência não é pequena. Não é um ‘nicho’ de mercado. Segundo o IBGE, os números são surpreendentes:

6,5 milhões de pessoas cegas ou com baixa visão;
13 milhões com alguma deficiência motora, incluindo baixa mobilidade de membros superiores;
9,7 milhões com deficiência auditiva e que muitas vezes só conhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras);
2,5 milhões de crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual.

O problema é que as cidades brasileiras ainda não estão prontas para incluir as pessoas com deficiência e oferecer a elas as condições necessárias para o exercício dos seus direitos, seja perante à Declaração Universal dos Direitos Humanos, seja perante à Constituição Federal de 1988, seja à qualquer coisa. Calçadas mal conservadas e executadas, rampas inexistentes ou mal projetadas, assentos escassos para pessoas obesas e assim por diante. Se a discussão fosse apenas sobre as barreiras físicas, seria uma coisa. O problema é que vivemos todos os dias sob a égide do ‘jeitinho brasileiro’ que em muitas vezes carrega de forma velada uma visão preconceituosa a cerca da pessoa com deficiência. O melhor exemplo disso é o famoso “vou estacionar apenas um minutinho nessa vaga exclusiva para pessoas com deficiência”. Em apenas ‘um minutinho”, ferimos sem pestanejar um dos direitos assegurados por lei à pessoa com deficiência.

Foto preta e branca de uma placa de rua, com Símbolo Internacional de Acessibilidade (pessoa em cadeira de rodas)

Em relação aos meios de comunicação, os desafios de se eliminar barreiras não é diferente. Canais de TV, revistas, jornais, websites.. Quantos websites, sejam eles institucionais ou de comércio eletrônico, de marcas ou empresas, são acessíveis por todos? Uma pesquisa do W3C (World Wide Web Consortium) mostrou que apenas 2% das páginas da web são acessíveis pelo universo de pessoas com deficiência.

De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (13.146/15), que começou a vigorar em Janeiro de 2016, “é obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente”.

IDOSOS
Não podemos deixar de fora o contingente de pessoas que já passaram dos 60 anos de idade. Em 2010, existiam 20,5 milhões de idosos no Brasil. E juntamente com a idade, chegam às vezes algumas doenças que podem acomete total ou parte dos nossos sentidos. É o caso de uma diabetes não controlada, de uma catarata, de uma sarcopenia (perda de massa e força da musculatura).
Segundo projeções, até 2020, seremos mais de 30 milhões de pessoas com 60 ou mais anos de idade. Um crescimento vertiginoso de 50% em apenas 10 anos! É fato que, graças aos avanços da medicina e à melhora na qualidade de vida, estamos vivendo mais e melhor! Em suma, dentro de alguns anos, teremos muitos idosos vivendo ativamente e totalmente conectados às tecnologias móveis e internet. De acordo com uma pesquisa realizada pela Telehelp, 66% dos idosos brasileiros usam regularmente a internet e 45% afirmaram fazer compras online regularmente.

Close nas mãos de um homem idoso, que está de pé, de frente para a câmera, apoiado em uma bengala. Vemos aliança de casado e que o homem veste calça social bege e camisa xadrez marrom e branca
Close nas mãos de um homem idoso, que está de pé, de frente para a câmera, apoiado em uma bengala. Vemos aliança de casado e que o homem veste calça social bege e camisa xadrez marrom e branca

Os fabricantes de produtos, prestadores de serviços, órgãos governamentais, agências digitais e de publicidade, veículos de comunicação… todos precisam despertar de uma vez por todos que existe um mar de gente crescendo todo ano e que anseia por seu direito de irem e virem quando bem entenderem, de acessarem conteúdo web quando e como desejarem e assim por diante. Além do aspecto de direitos humanos, não esqueçamos do aspecto capitalista e financeiro. Afinal de contas, estamos falando de pessoas que viajam, estudam, saem para jantar, compram pela internet, pagam contas pelo celular… Quando as empresas começarem a enxergar nas pessoas com deficiência e mobilidade reduzida potenciais clientes e consumidores de suas marcas, produtos e serviços, talvez assim acelere o processo de acessibilização como um todo e as barreiras, físicas e virtuais, caiam por terra.

Quais as Melhores Empresas para Pessoas com Deficiência Trabalharem?

Mãos de mulher sobre o teclado de um notebook prata. Aparenta ser uma situação de trabalho.
Mãos de mulher sobre o teclado de um notebook prata. Aparenta ser uma situação de trabalho.

Imagine o seguinte: você quer trabalhar em uma empresa que valoriza a diversidade, a pessoa com deficiência. Ou então gostaria de fazer negócios com uma empresa que não apenas respeita os direitos de todos mas que possui iniciativas reais que valorizam e estimulam as pessoas com alguma deficiência a crescerem pessoal e profissionalmente. A pergunta para ambas as situações seria: “essas empresa existem? quem são elas?”.

As empresas multinacionais, principalmente as de origem norte-americana, estão cada vez mais enxergando valor em contratar e manter pessoas com deficiência em seus quadros de funcionários. É sabido que, quanto mais diverso e heterogêneo for a organização, mais rica e humana será a sua cultura. Sabendo disso, o maior provedor de conteúdo web e impresso dedicado à diversidade, chamado DiversityInc, realiza há alguns anos uma avaliação bastante criteriosa e baseada em indicadores para montar um ranking das empresas ‘amigas da pessoa com deficiência’.

Para se tornar candidata potencial a uma vaga dentre as TOP 50, a empresa deve antes de mais nada passar pelo crivo de um extenso questionário que aborda determinadas áreas de avaliação. Vários fatores determinarão se a empresa é adepta ou não das melhores práticas de gestão relacionadas ao assunto. Saibam, por exemplo, 6 boas práticas de uma empresa que respeita e valoriza pessoas com deficiência, de acordo com a DiversityInc:

  1. O website da empresa tem acessibilidade e comunica vagas e oportunidade de trabalho sem segregar, discriminar e/ou restringir quaisquer candidatos que apresentem alguma deficiência, seja ela de qual natureza for;
  2. O processo de recrutamento, que envolve o preenchimento de formulários e envios de informações, é totalmente acessível e inclusivo, permitindo que qualquer pessoa consiga realizar as solicitações com autonomia;
  3. A empresa possui infra-estrutura acessível ou com adaptações razoáveis;
  4. A empresa tem o hábito de detectar oportunidades em outras áreas, além das operacionais, como contratação de pessoas com deficiência. Como por exemplo, vagas na força de vendas, posições para nível gerencial, para trabalhos voluntários ou como ‘jovem aprendiz’;
  5. A presença de ao menos uma pessoa com deficiência em departamentos ou células de trabalho está auxiliando na construção de um clima organizacional inclusivo;
  6. Percentual de gastos e despesas com fornecedores cujos proprietários são pessoas com deficiência ou veteranos de guerra.

Para a edição 2016, a DiversityInc analisou informações de mais de 1.800 empresas. Confira a seguir as 9 melhores empresas para pessoas com deficiência trabalharem.

1  Northrop Grumman
2  Lockheed Martin Corporation
3  EY
4  Comcast NBCUniversal
5  Accenture
6  Sodexo
7  Prudential Financial
8  Monsanto
9  The Hartford Financial Services Group

Empregabilidade ainda deficiente

A Pesquisa ‘Expectativas e percepções sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho’ já está na sua segunda edição. Realizado pela consultoria i.Social juntamente com a ABRH e a Catho, o estudo ouviu 1.519 profissionais de RH. Os resultados melhoraram em relação a 2014 mas ainda sim são alarmantes. Uma das constatações é que apenas 4% dos entrevistados disseram não conhecer a Lei de Cotas. O desconhecimento caiu pela metade, já que em 2014, na primeira edição da pesquisa, o índice foi de 8%. Mas apenas 48% dos entrevistados afirmaram ter bom conhecimento sobre a Lei de Cotas, mesmo passados 25 anos de existência desta lei que obriga que toda empresa com 100 funcionários ou mais tenha um percentual de pessoas com deficiências no seu quadro de funcionários.

Homem de meia idade em uma cadeira de rodas olha para o horizonte, através de uma vidraça. Ele está com roupas formais e parce estar em uma empresa.

A pesquisa ainda um indica a falta de informação e de preparo por parte de alguns gestores de RH. Em torno de 65% dos RHs ouvidos já entrevistaram PcDs e, destes, 54% não se sentem bem preparados para tal função. Ainda, quando foram perguntados sobre sua capacidade de oferecer suporte aos gestores de PcDs, 59% afirmaram que não estão bem preparados.

Outro resultado que chama a atenção diz respeito à receptividade dos gestores para com os candidatos com deficiência: 67% dos RHs afirmaram que os gestores possuem resistência em entrevistar ou contratar PcDs. E 93% dos pesquisados consideram que os gestores necessitam de mais informações sobre contratação e gerenciamento de PcDs, revelando que ainda existem muita falta de informação, muito preconceito e barreiras comportamentais quando o assunto é empregabilidade de PcDs.

Tenha acesso à pesquisa completa no link a seguir. Expectativas e Percepções do Mercado de Trabalho para PcD 2015

‘Pessoas com Eficiências’

No dia 01 de Maio, Dia Internacional do Trabalho, inauguramos uma nova campanha entitulada ‘Pessoas com Eficiências’. E ao longo de todo o mês, traremos mais informações sobre empregabilidade de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Foto do acupinturista e atleta Diego Coelho, que usa cadeira de rodas. Diego tem barba e cabelos castanhos, tem cerca de 30 anos de idade e veste camiseta vermelha e jeans. Ao lado da foto dele, a frase Pessoas com Eficiências.
Diego Coelho, Acupunturista e Atleta
Foto da fisioterapeuta Paula Ferrari, que usa cadeira de rodas. Paula tem cerca de 30 anos de idade, é loira e veste um vestido todo colorido com um colar grande e bonito. Ao lado da foto dela, a frase Pessoas com Eficiências.
Paula Ferrari, Fisioterapeuta

Atualmente no Brasil existem mais de 45 milhões de pessoas com alguma deficiência, segundo último censo realizado pelo IBGE, em 2010. Deste total, um pouco mais de 30 milhões de brasileiros estão em idade ativa, podendo ser contratados por empresas. Em contrapartida, apenas 381 mil pessoas com alguma deficiência estão empregadas formalmente, com carteira assinada. Ou seja, estamos falando que apenas 1% das pessoas com deficiência têm trabalho formal! Mesmo passados 25 anos da Lei de Cotas, que exige que empresas com 100 ou mais funcionários tenham um percentual do seu quadro de funcionários formado por pessoas com alguma deficiência.

Que venham as mudanças, pois é assim que viveremos dias melhores!‪#‎pessoascomeficiencias‬

VÍDEO ‘Pessoas com Eficiências’

Bumbo, caixa, prato e chimbau para todos

Se você é músico deve saber o que os nomes do título deste post significam. Para que não entendeu nada, são itens que compõe uma bateria. O projeto “Alma de Batera”, que começou agora no dia 02 de Junho, oferece gratuitamente aulas de bateria para pessoas com deficiência. Quem tiver interesse, basta apenas ir às terças-feiras até o Centro Cultural São Paulo, entre 13h e 16h. O “Alma de Batera” vai até 28 de julho. São 20 vagas disponíveis, que são preenchidas por ordem de chegada. Não é preciso retirar ingresso ou senha. A oficina acontece na Sala Adoniran Barbosa e tem duração de uma hora e meia.

Baterista da banda NXZero, Daniel Weksler, parece ensinar a como tocar a bateria para 3 alunos com deficiência, que estão sentados na sua frente com cara de animados.
Baterista da banda NXZero, Daniel Weksler, parece ensinar a como tocar a bateria para 3 alunos com deficiência, que estão sentados na sua frente com cara de animados.

 

Além de estimular o desenvolvimento musical e a expressão corporal, a oficina se propõe a ser mais uma forma de integrar pessoas com deficiência à vida da cidade. Com frequência são realizadas apresentações públicas, às vezes com presença de músicos convidados, tais como Daniel Weksler (NXZero), Cuca Teixeira (tocou com Maria Rita e Paula Lima), Maguinho (tocou com Chitãozinho e Xororó), Nô Leandro (Dead Fish) e Duda Machado (Pitty).

Pedagogo Paul Lafontaine, criador do projeto Alma de Batera, posa ao lado de seis crianças com deficiência visual. Atrás deles, uma bateria.
Pedagogo Paul Lafontaine, criador do projeto Alma de Batera, posa ao lado de seis crianças com deficiência visual. Atrás deles, uma bateria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O projeto nasceu em 2008 pelas mãos do pedagogo Paul Lafontaine, que procura aproximar as pessoas com deficiência da experiência musical através de um instrumento, a bateria.

 

CCSP – Centro Cultural São Paulo
http://www.centrocultural.sp.gov.br/
Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo
(11) 3397-4002
Ao lado da Estação Vergueiro (Metrô – Linha 1 Azul)

TERÇAS-FEIRAS, das 13h às 16h (até 28 de Julho)

 

Fontes: Catraca Livre e ‘Alma de Batera’

Pontos turísticos londrinos em debate

Segundo o Ministro para as Pessoas com Deficiência do governo inglês, Mark Harper, boa parte dos pontos turísticos mais visitados na cidade ainda possuem grandes oportunidades de melhoria na área de acessibilidade. Ele é um dos grandes defensores dos cerca de 11 milhões de ingleses que possuem algum tipo de deficiência. Segundo Harper, as empresas e a própria coroa inglesa estão míopes ao não envergarem este grande contingente de cidadãos como consumidores e usuários dos bens públicos. “Ingleses com alguma deficiência e suas respectivas famílias representam um mercado de £200 bilhões – aproximadamente 818 bilhões de reais!! – em termos de potencial de consumo que as galerias de arte, teatros e parques de Londres deveriam estar se digladiando entre si”, declara Harper.

Segundo levantamento realizado, cerca de 60% das atrações turísticas não estão totalmente adaptadas para receber pessoas em cadeiras de rodas. Além disso, 25% do locais não possuem estacionamento preferencial e apenas 13% dos pontos turísticos mantêm equipe treinada para o atendimento de pessoas com necessidades especiais.

Confira os 5 lugares de Londres que estão muito bem adaptados e podem ser visitados sem dor de cabeça do ponto de vista de acessibilidade:

1) National Theatre (Teatro Nacional): oferece LIBRAS para pessoas com deficiência auditiva, apoio de áudio-descrição para pessoas com visão reduzida, tours guiados, brochuras em Braille e headsets.

2) Igreja St Martin-in-the-Fields: totalmente acessível para pessoas com mobilidade reduzida, com rampas e elevadores em todos os andares.

3) Science Museum (Museu de Ciências): materiais com textos grandes, Braille e recursos de linguagem para pessoas com deficiência de comunicação (Makaton).

4) British Museum (Museu Britânico): um dos lugares mais acessíveis da capital inglesa com algumas estátuas e esculturas feitas especialmente para o toque de pessoas com deficiência visual.

5) KEW Royal Botanic Gardens (Jardim Botânico): possui scooters, trilhas planas e/ou com rampas suaves, além de um tour de ônibus e banheiros acessíveis.

Fonte: London Evening Standard

Tecnologia de reconhecimento gestual em tablets

Nova tecnologia assistiva promete facilitar a comunicação entre pessoas com e sem deficiência auditiva. Trata-se do UNI, da empresa norte-americana MotionSavvy, que utiliza a LeapMotion, uma tecnologia que reconhece gestos em movimento e os transforma em áudio e texto escrito.

Através de duas câmeras embutidas no tablet, o software capta os gestos em LIBRA e os projeta em imagens 3D. O sistema automaticamente traduz a linguagem gestual em áudio e, com uma tecnologia de reconhecimento de voz, transforma depois o que o áudio em texto. A tecnologia ainda não permite o caminho contrário, onde o usuário fala e então se traduz em linguagem de sinais.

Segundo o fabricante, o UNI tem como diferencial o fato de detectar ligeiras diferenças entre os gestos de um usuário e outro. Assim, vai se criando um vadto banco de dados à prova de mal-entendidos. Outra característica bacana do sistema é que, a cada palavra nova inseria no banco de dados que não faz parte do dicionário original elaborado pelo fabricante, o software dispara atualizações para toda a base de usuários.

O UNI ainda está em fase de protótipo e compreende apenas 300 palavras. A MotionSavvy pretende testar uma versão beta do produto com pessoas com deficiência auditiva e assim aumentar a base de dados para 15 mil palavras dentro dos próximos meses. Atualmente, o UNI só reconhece a língua inglesa e apenas pode ser utilizado através do tablet que vem junto com o sistema, estando indisponível para iPads ou aparelhos com Android.

Não existe um número oficial de pessoas com deficiência auditiva no mundo. Estima-se, no entanto, que 15% da população mundial tenha uma deficiência e que desta percentagem 10% sofram de surdez. No Brasil, o último censo do IBGE indica que existem cerca de 9,7 milhões brasileiros com deficiência auditiva, o que é 5,1% da população. O censo mostra ainda que a deficiência auditiva do tipo severa foi declarada por mais de 2,1 milhões de pessoas. Destas, 344,2 mil são surdas e 1,7 milhão de pessoas têm grande dificuldade de ouvir.