Confira o ranking completo de praias acessíveis do litoral paulista

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo coordenou um levantamento extenso para avaliar as condições de acesso às praias no litoral paulista. Foram avaliados também a presença de mobiliários adaptados e de hotéis preparados para receber com segurança e conforto os frequentadores. Ao todo, foram avaliadas 223 praias.

A equipe da OAB que visitou as praias foi formada por profissionais das 12 subseções presentes no Estado. Durante as visitas, a equipe procurou avaliar:

  1. presença de informações acessíveis nas praias para todos os tipos de deficiência;
  2. existência de serviços de apoio às pessoas com mobilidade reduzida;
  3. serviço de salva-vidas no local;
  4. informações sobre acessibilidade nas praias nos websites das respectivas prefeituras
  5. existência de estacionamento com vagas exclusivas para pessoas com deficiência;
  6. presença de percursos acessíveis e livres de obstáculos para pedestres até a areia da praia;
  7. acessibilidade nas edificações (instalações) e nos mobiliários (exs: cadeiras de rodas anfíbias para o banho e passeio na praia para as pessoas com mobilidade reduzida, duchas com barras de apoio).
  8. presença de hotéis próximos com acessibilidade.

Após quase três meses de análise e consolidação dos dados, montou-se um ranking das praias mais preparadas para receber banhistas idosos e/ou com alguma deficiência. O primeiro lugar ficou para a praia da Enseada, em Bertioga. Pelo levantamento realizado, a praia conta com informações acessíveis para todos os tipos de deficiência, apoiadores, salva-vidas, vagas exclusivas, percursos para pedestres, sanitários adaptados, postos de primeiros socorros, cadeira de rodas anfíbia, vestiários, duchas e lava-pés. Há também hotéis com acomodações adaptadas e a o site da prefeitura divulga informações ao público sobre acessibilidade.

Trecho da orla da Praia da Enseada, mostrando a areia, calçadões e infra-estrutura de apoio ao banhista.
Orla da Praia da Enseada, Bertioga (São Paulo)

Confira a lista completa das praias que estão melhor preparadas para receber pessoas com deficiência e idosos, no litoral paulista:

1º LUGAR:

Enseada, Bertioga

2º LUGAR:

Guilhermina, Praia Grande

Tupi, Praia Grande

3º LUGAR:

Indaiá, Bertioga

Aviação, Praia Grande

Boqueirão, Praia Grande

Caiçara, Praia Grande

Mirim, Praia Grande

Ocian, Praia Grande

Solemar, Praia Grande

4º LUGAR:

Balneário da Adriana, Ilha Comprida

Boqueirão Norte, Ilha Comprida

Monte Carlo, Ilha Comprida

Ilha Comprida, Ilha Comprida

Guaraú, Peruíbe

Centro, Peruíbe

Canto do Forte, Praia Grande

Balneário Flórida, Praia Grande

Fonte: G1 / Foto: Jornal da Baixada

Projeto praia acessível chega ao litoral baiano

Neste final de semana, a Associação Baiana de Equoterapia (ABAE) lançou o projeto ‘Cavalo Marinho’, que oferece banho de mar assistido e várias outras atividades lúdicas para as famílias com pessoas com alguma deficiência. O projeto está localizado na praia de Itapuã, em Salvador, na Rua K, a partir das 8:30h. As pessoas interessadas podem telefonar no número (71) 3249-0599 e realizar a inscrição. Além do banho de mar, o projeto oferece a prática de stand up, passeio de bote, banho com cadeira anfíbio, futebol de areia, entre outras atividades lúdicas. O projeto já nasce com uma grande número de adesões: já conta com mais de 250 crianças e jovens cadastrados.
Há 26 anos, a ABAE, em parceria com a Polícia Militar da Bahia (Esquadrão da Polícia Montada), promove a utilização do cavalo como tratamento equoterápico para crianças e adolescentes com deficiência. Agora, com o apoio adicional do FMDCA (Fundo Municipal da Criança e Adolescente), do CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente) e da SEMPS (Secretaria Municipal de Promoção Social),  a ABAE expande as atividades para as praias da capital baiana através da talassoterapia, que é o tratamento terapêutico baseado nos recursos do ambiente marinho para promoção da saúde, do bem estar físico e mental, assim como do fortalecimento de vínculos familiares.
Para maiores informações sobre o projeto e demais atividades, acessar o blog da Associação em http://equoterapiabahia.blogspot.com.br/
Vida longa ao Cavalo Marinho!

Quais as Melhores Empresas para Pessoas com Deficiência Trabalharem?

Mãos de mulher sobre o teclado de um notebook prata. Aparenta ser uma situação de trabalho.
Mãos de mulher sobre o teclado de um notebook prata. Aparenta ser uma situação de trabalho.

Imagine o seguinte: você quer trabalhar em uma empresa que valoriza a diversidade, a pessoa com deficiência. Ou então gostaria de fazer negócios com uma empresa que não apenas respeita os direitos de todos mas que possui iniciativas reais que valorizam e estimulam as pessoas com alguma deficiência a crescerem pessoal e profissionalmente. A pergunta para ambas as situações seria: “essas empresa existem? quem são elas?”.

As empresas multinacionais, principalmente as de origem norte-americana, estão cada vez mais enxergando valor em contratar e manter pessoas com deficiência em seus quadros de funcionários. É sabido que, quanto mais diverso e heterogêneo for a organização, mais rica e humana será a sua cultura. Sabendo disso, o maior provedor de conteúdo web e impresso dedicado à diversidade, chamado DiversityInc, realiza há alguns anos uma avaliação bastante criteriosa e baseada em indicadores para montar um ranking das empresas ‘amigas da pessoa com deficiência’.

Para se tornar candidata potencial a uma vaga dentre as TOP 50, a empresa deve antes de mais nada passar pelo crivo de um extenso questionário que aborda determinadas áreas de avaliação. Vários fatores determinarão se a empresa é adepta ou não das melhores práticas de gestão relacionadas ao assunto. Saibam, por exemplo, 6 boas práticas de uma empresa que respeita e valoriza pessoas com deficiência, de acordo com a DiversityInc:

  1. O website da empresa tem acessibilidade e comunica vagas e oportunidade de trabalho sem segregar, discriminar e/ou restringir quaisquer candidatos que apresentem alguma deficiência, seja ela de qual natureza for;
  2. O processo de recrutamento, que envolve o preenchimento de formulários e envios de informações, é totalmente acessível e inclusivo, permitindo que qualquer pessoa consiga realizar as solicitações com autonomia;
  3. A empresa possui infra-estrutura acessível ou com adaptações razoáveis;
  4. A empresa tem o hábito de detectar oportunidades em outras áreas, além das operacionais, como contratação de pessoas com deficiência. Como por exemplo, vagas na força de vendas, posições para nível gerencial, para trabalhos voluntários ou como ‘jovem aprendiz’;
  5. A presença de ao menos uma pessoa com deficiência em departamentos ou células de trabalho está auxiliando na construção de um clima organizacional inclusivo;
  6. Percentual de gastos e despesas com fornecedores cujos proprietários são pessoas com deficiência ou veteranos de guerra.

Para a edição 2016, a DiversityInc analisou informações de mais de 1.800 empresas. Confira a seguir as 9 melhores empresas para pessoas com deficiência trabalharem.

1  Northrop Grumman
2  Lockheed Martin Corporation
3  EY
4  Comcast NBCUniversal
5  Accenture
6  Sodexo
7  Prudential Financial
8  Monsanto
9  The Hartford Financial Services Group

Empregabilidade ainda deficiente

A Pesquisa ‘Expectativas e percepções sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho’ já está na sua segunda edição. Realizado pela consultoria i.Social juntamente com a ABRH e a Catho, o estudo ouviu 1.519 profissionais de RH. Os resultados melhoraram em relação a 2014 mas ainda sim são alarmantes. Uma das constatações é que apenas 4% dos entrevistados disseram não conhecer a Lei de Cotas. O desconhecimento caiu pela metade, já que em 2014, na primeira edição da pesquisa, o índice foi de 8%. Mas apenas 48% dos entrevistados afirmaram ter bom conhecimento sobre a Lei de Cotas, mesmo passados 25 anos de existência desta lei que obriga que toda empresa com 100 funcionários ou mais tenha um percentual de pessoas com deficiências no seu quadro de funcionários.

Homem de meia idade em uma cadeira de rodas olha para o horizonte, através de uma vidraça. Ele está com roupas formais e parce estar em uma empresa.

A pesquisa ainda um indica a falta de informação e de preparo por parte de alguns gestores de RH. Em torno de 65% dos RHs ouvidos já entrevistaram PcDs e, destes, 54% não se sentem bem preparados para tal função. Ainda, quando foram perguntados sobre sua capacidade de oferecer suporte aos gestores de PcDs, 59% afirmaram que não estão bem preparados.

Outro resultado que chama a atenção diz respeito à receptividade dos gestores para com os candidatos com deficiência: 67% dos RHs afirmaram que os gestores possuem resistência em entrevistar ou contratar PcDs. E 93% dos pesquisados consideram que os gestores necessitam de mais informações sobre contratação e gerenciamento de PcDs, revelando que ainda existem muita falta de informação, muito preconceito e barreiras comportamentais quando o assunto é empregabilidade de PcDs.

Tenha acesso à pesquisa completa no link a seguir. Expectativas e Percepções do Mercado de Trabalho para PcD 2015

‘Pessoas com Eficiências’

No dia 01 de Maio, Dia Internacional do Trabalho, inauguramos uma nova campanha entitulada ‘Pessoas com Eficiências’. E ao longo de todo o mês, traremos mais informações sobre empregabilidade de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Foto do acupinturista e atleta Diego Coelho, que usa cadeira de rodas. Diego tem barba e cabelos castanhos, tem cerca de 30 anos de idade e veste camiseta vermelha e jeans. Ao lado da foto dele, a frase Pessoas com Eficiências.
Diego Coelho, Acupunturista e Atleta
Foto da fisioterapeuta Paula Ferrari, que usa cadeira de rodas. Paula tem cerca de 30 anos de idade, é loira e veste um vestido todo colorido com um colar grande e bonito. Ao lado da foto dela, a frase Pessoas com Eficiências.
Paula Ferrari, Fisioterapeuta

Atualmente no Brasil existem mais de 45 milhões de pessoas com alguma deficiência, segundo último censo realizado pelo IBGE, em 2010. Deste total, um pouco mais de 30 milhões de brasileiros estão em idade ativa, podendo ser contratados por empresas. Em contrapartida, apenas 381 mil pessoas com alguma deficiência estão empregadas formalmente, com carteira assinada. Ou seja, estamos falando que apenas 1% das pessoas com deficiência têm trabalho formal! Mesmo passados 25 anos da Lei de Cotas, que exige que empresas com 100 ou mais funcionários tenham um percentual do seu quadro de funcionários formado por pessoas com alguma deficiência.

Que venham as mudanças, pois é assim que viveremos dias melhores!‪#‎pessoascomeficiencias‬

VÍDEO ‘Pessoas com Eficiências’

Bumbo, caixa, prato e chimbau para todos

Se você é músico deve saber o que os nomes do título deste post significam. Para que não entendeu nada, são itens que compõe uma bateria. O projeto “Alma de Batera”, que começou agora no dia 02 de Junho, oferece gratuitamente aulas de bateria para pessoas com deficiência. Quem tiver interesse, basta apenas ir às terças-feiras até o Centro Cultural São Paulo, entre 13h e 16h. O “Alma de Batera” vai até 28 de julho. São 20 vagas disponíveis, que são preenchidas por ordem de chegada. Não é preciso retirar ingresso ou senha. A oficina acontece na Sala Adoniran Barbosa e tem duração de uma hora e meia.

Baterista da banda NXZero, Daniel Weksler, parece ensinar a como tocar a bateria para 3 alunos com deficiência, que estão sentados na sua frente com cara de animados.
Baterista da banda NXZero, Daniel Weksler, parece ensinar a como tocar a bateria para 3 alunos com deficiência, que estão sentados na sua frente com cara de animados.

 

Além de estimular o desenvolvimento musical e a expressão corporal, a oficina se propõe a ser mais uma forma de integrar pessoas com deficiência à vida da cidade. Com frequência são realizadas apresentações públicas, às vezes com presença de músicos convidados, tais como Daniel Weksler (NXZero), Cuca Teixeira (tocou com Maria Rita e Paula Lima), Maguinho (tocou com Chitãozinho e Xororó), Nô Leandro (Dead Fish) e Duda Machado (Pitty).

Pedagogo Paul Lafontaine, criador do projeto Alma de Batera, posa ao lado de seis crianças com deficiência visual. Atrás deles, uma bateria.
Pedagogo Paul Lafontaine, criador do projeto Alma de Batera, posa ao lado de seis crianças com deficiência visual. Atrás deles, uma bateria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O projeto nasceu em 2008 pelas mãos do pedagogo Paul Lafontaine, que procura aproximar as pessoas com deficiência da experiência musical através de um instrumento, a bateria.

 

CCSP – Centro Cultural São Paulo
http://www.centrocultural.sp.gov.br/
Rua Vergueiro, 1000 – Liberdade, São Paulo
(11) 3397-4002
Ao lado da Estação Vergueiro (Metrô – Linha 1 Azul)

TERÇAS-FEIRAS, das 13h às 16h (até 28 de Julho)

 

Fontes: Catraca Livre e ‘Alma de Batera’

Pontos turísticos londrinos em debate

Segundo o Ministro para as Pessoas com Deficiência do governo inglês, Mark Harper, boa parte dos pontos turísticos mais visitados na cidade ainda possuem grandes oportunidades de melhoria na área de acessibilidade. Ele é um dos grandes defensores dos cerca de 11 milhões de ingleses que possuem algum tipo de deficiência. Segundo Harper, as empresas e a própria coroa inglesa estão míopes ao não envergarem este grande contingente de cidadãos como consumidores e usuários dos bens públicos. “Ingleses com alguma deficiência e suas respectivas famílias representam um mercado de £200 bilhões – aproximadamente 818 bilhões de reais!! – em termos de potencial de consumo que as galerias de arte, teatros e parques de Londres deveriam estar se digladiando entre si”, declara Harper.

Segundo levantamento realizado, cerca de 60% das atrações turísticas não estão totalmente adaptadas para receber pessoas em cadeiras de rodas. Além disso, 25% do locais não possuem estacionamento preferencial e apenas 13% dos pontos turísticos mantêm equipe treinada para o atendimento de pessoas com necessidades especiais.

Confira os 5 lugares de Londres que estão muito bem adaptados e podem ser visitados sem dor de cabeça do ponto de vista de acessibilidade:

1) National Theatre (Teatro Nacional): oferece LIBRAS para pessoas com deficiência auditiva, apoio de áudio-descrição para pessoas com visão reduzida, tours guiados, brochuras em Braille e headsets.

2) Igreja St Martin-in-the-Fields: totalmente acessível para pessoas com mobilidade reduzida, com rampas e elevadores em todos os andares.

3) Science Museum (Museu de Ciências): materiais com textos grandes, Braille e recursos de linguagem para pessoas com deficiência de comunicação (Makaton).

4) British Museum (Museu Britânico): um dos lugares mais acessíveis da capital inglesa com algumas estátuas e esculturas feitas especialmente para o toque de pessoas com deficiência visual.

5) KEW Royal Botanic Gardens (Jardim Botânico): possui scooters, trilhas planas e/ou com rampas suaves, além de um tour de ônibus e banheiros acessíveis.

Fonte: London Evening Standard

Um Mundo Extraordinário

A nova série do canal Nat Geo entitulada “Histórias Extraordinárias Brasil” estreia amanhã, dia 16 de setembro, às 22h30, no seu canal por assinatura.

Serão ao todo 8 episódios, cada um com uma hora de duração. Será mostrada a trajetória de brasileiros com problemas físicos graves, raros e com o constante risco de morte. A cada novo episódio, “Histórias Extraordinárias Brasil” se aprofunda em um tema – sob o ponto de vista de três diferentes personagens da vida real – entre eles: ossos de vidro, filhos da lua, anomalia facial, malformação congênita, distrofia muscular, hemangiomas, nanismo e doença de Stargardt.

Paulo Franco, vice-presidente sênior de Programação e Conteúdo da FOX International Channels, conta que a finalidade do projeto é dar voz a essas pessoas. “Nossa intenção é mostrar histórias de superação e de como acontece a integração na sociedade”, diz. Além de contar sobre cada problema com a ajuda de especialistas e com o objetivo de trazer conhecimento aos telespectadores, a série busca sempre realizar um sonho de cada uma das pessoas portadoras de doenças raras que resolveram contar sua história e traz ainda relatos da experiência contínua de aprendizagem dos familiares.

Para concretizar este projeto, o Nat Geo conta com a parceria da Dogs Can Fly, responsável pela produção dos episódios. Para trabalhar com assuntos tão delicados e, ao mesmo tempo mostrar histórias de superação, a produtora convidou Luiz Ferraz para a direção da série. Ferraz é reconhecido no mercado por ser um cineasta com importantes projetos de documentários. Ele e a equipe de produção trouxeram para o time o diretor de fotografia de cinema, Carlos Firmino, que já realizou diversos projetos autorais.

Ao todo, cerca de 30 profissionais abraçaram a proposta. Todos interessados em entrar na vida desses personagens.  “O apoio de profissionais da área de saúde foi essencial para nos aprofundarmos nessas histórias. As equipes de direção e de produção mergulharam no trabalho com tanta intensidade que, o resultado final é uma série sensível e emotiva, mas que irá compartilhar com os telespectadores histórias de coragem e força”, afirma o diretor Luiz Ferraz.

Veja o vídeo que promove a série AQUI.

Google e Apple de olho no mercado de pessoas com deficiência

O gigante Google deu mais uma bola dentro: implementou melhorias de acessibilidade no seu serviço de edição de documentos online, o Google Drive. Detas forma, pessoas com deficiência visual ou visão reduzida poderão usar a ferramenta de forma mais ampla, com maior facilidade e comodidade. As novidades incluem melhor integração com sistemas de narração (recursos de voz) e telas em braille.

O recurso para leitores de tela permite agora maior integração com textos. Um exemplo da nova funcionalidade é que agora, ao posicionar o cursor em uma parte do texto, basta pressionar o comando ctrl+alt+a e em seguida a tecla F para ouvir a formatação usada no parágrafo. O recurso de voice-over também funciona com documentos compartilhados, informando, por exemplo, quando um usuário entra ou sai dele e quando e onde está fazendo alterações. Outro recurso adicionado é um menu de pesquisa rápida para comandos. Basta digitar o que se quer fazer para mostrar em tempo real as opções relacionadas disponíveis. Por exemplo, digitando “negrito”, o sistema vai mostrar automaticamente o comando.

O suporte a telas em braille também foi melhorado, permitindo a leitura e inserção de textos em documentos, slides e desenhos. O sistema pode ler as configurações para mostrar caracteres automaticamente e diminuir o tempo de espera entre pressionar uma tecla e ouvi-la no leitor de tela.

IoS 8 CHEGA COM NOVIDADES

A Apple não ficou pra trás, não ! No final de Agosto/14, em sua conferência anual voltada para programadores, a empresa anunciou o lançamento do seu novo sistema operativo móvel, o iOS 8, que contará com vários aprimoramentos de termos de acessibilidade.

Não é de hoje que a empresa de Steve Jobs se dedica à pesquisa e implantação de  recursos de acessibilidade de para pessoas com deficiência. Com esta missão em mente, foi apresentado um novo pacote de melhorias de usabilidade que irão beneficiar todos aqueles que se confrontam com limitações funcionais. Algumas dessas melhorias ou novas características disponibilizadas no iOS 8 incluem 12 novidades:

1. “Escala de cinzentos” ou interface a preto e branco

Uma vez ativado, o conteúdo do telefone pode ter cores personalizadas, cores contrastantes e uma interface a preto e branco, criando um elevado contraste para utilizadores com baixa visão ou outros problemas de visão.

2. Melhorias na função de zoom

 Melhor e mais inteligennte, pois dá a opção de ampliar tudo na tela com exceção do teclado.

3. Spotlight (Pesquisa no dispositivo)

A pesquisa produz respostas ao estilo Siri, já existente no iOS 7, mas com um diferencial agora: aceita perguntas inseridas na forma de texto, dando aos usuários a capacidade de escrever em vez de falar e obter os resultados em áudio.

4. Teclado Braille

Depois de anos à espera, os teclados e o Braille desenvolvidos por terceiros chegam para iOS, permitindo aos indivíduos usar Braille para escrever textos diretamente nos aplicativos de mensagens instantâneas ou escrever um email ou efetuar uma pesquisa no iTunes ou na App Store.

5. Escrita Rápida com QuickType

O iOS 8 oferece um segundo teclado chamado QuickType, o qual é um preditor sensível ao contexto. Ele permite responder de uma forma mais ergonômica e produtivam, sendo ideal para pessoas com deficiências motora ou que se cansam rapidamente ao escreverem nos smartphones e notebooks.

6. Suporte Multi-dispositivo

Maior ajuda à audição MFi (Made For iPhone)

7. Melhorias no Touch ID

No iOS 8, o Touch ID desbloqueia o dispositivo ou efetua compras no iTunes com umsimples toque de um dedo.

8. Sintetizador de fala Alex

O sintetizador que ficou conhecido dos utilizadores na plataforma OS X pela sua alta qualidade e verbalização natural – que até respira entre as frases -, chega agora com o iOS 8 aos dispositivos iOS.

9. Cartão em Caso de Emergência

Foi adicionada uma aplicação sobre Saúde, e dentro desta aplicação encontra-se o “Cartão em Caso de Emergência”. Isto pode parecer insignificante mas no caso de um evento de uma emergência – ou mesmo para aqueles com alterações de comunicação ou impedidos de se lembrar de detalhes médicos – este cartão vai ser útil. O cartão contém detalhes médicos pessoais importantes tais como: doenças, medicação atual, alergias e contatos em caso de emergência.

10. Chamadas via Wi-Fi

Os usuários irão agora ser capazes de efetuar chamadas e enviar mensagens curtas de texto através da internet usando Macs e iPads. Efetuar chamadas via Wi-Fi é ótimo para pessoas que possam ter deixado cair o telefone e que não o possam apanhar, e que precisem de assistência; pode igualmente ser conveniente para aqueles que preferem trabalhar em dispositivos de maiores dimensões.

11. Ler o ecrã (tela)

Em qualquer visor, basta passar com dedos para baixo e o dispositivo iOS lê o conteúdo exibido.

12. Salientar palavras ao ler

Esta é uma função importante para quem tem dislexia. Solicitar a leitura por sintetizador de fala e, à medida que as palavras vão sendo lidas, são destacadas com uma cor de fundo e de letra diferentes para ajudar o usuário a melhor perceber a sua grafia.

Praias ainda mais acessíveis

Alguns posts atrás escrevemos a respeito do Programa Turismo Acessível – Pernambuco Sem Barreiras e mencionamos rapidamente do projeto Praia Sem Barreiras que compõe parte importantíssima do programa. E por isso resolvemos dedicar um post exclusivo a este tema.

O projeto Praia Sem Barreiras tem como objetivo maior transformar algumas praias do litoral pernambucano em locais acessíveis e portanto destino cativo de pessoas com deficiência. Atualmente, já são 4 praias preparadas com infra-estrutura específica que envolve não apenas mobiliário, sinalização mas um competente treinamento dos funcionários e voluntários que fazem o dia a dia do projeto. Graças ao trabalho conjunto da Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur), da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e das prefeituras, o projeto oferece piso tátil, rampas, banheiro adaptado, esteiras exclusivas com acesso ao mar, tendas, piscinas plásticas para as crianças, cadeiras de rodas anfíbias e profissionais qualificados para o banho assistido voltado para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.

Abaixo, algumas fotos que mostram toda a infra-estrutura dedicada:

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Na praia de Boa Viagem, em Recife, segundo local a receber o projeto, a Arena de Acessibilidade fica localizada em frente ao Internacional Palace Hotel. Em uma área com cerca de 200 m², o espaço conta com uma esteira de acesso ao mar, com 50 metros de comprimento, seis cadeiras anfíbias, uma quadra para o vôlei sentado, tenda de fisioterapia e o banho assistido. A estrutura é montada e desmontada de quinta a domingo, no horário de 8h às 12h.

Além de Boa Viagem, confira as outras três praias que possuem o projeto Praia Sem Barreiras:

– Praia do Bairro Novo (em frente à Praça Duque de Caxias), em Olinda
– Praia do Sueste, em Fernando de Noronha
– Praia de Porto de Galinhas (em frente à Praça das Piscinas Naturais), em Ipojuca.

Seria ótimo se esta iniciativa pudesse sensibilizar outras secretarias estaduais de turismo e prefeituras.

Para conferir o post anterior sobre o programa Turismo Acessível – Pernambuco Sem Barreiras, clique aqui.

Fonte: site do Governo do Estado de Pernambuco