Empregabilidade ainda deficiente

A Pesquisa ‘Expectativas e percepções sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho’ já está na sua segunda edição. Realizado pela consultoria i.Social juntamente com a ABRH e a Catho, o estudo ouviu 1.519 profissionais de RH. Os resultados melhoraram em relação a 2014 mas ainda sim são alarmantes. Uma das constatações é que apenas 4% dos entrevistados disseram não conhecer a Lei de Cotas. O desconhecimento caiu pela metade, já que em 2014, na primeira edição da pesquisa, o índice foi de 8%. Mas apenas 48% dos entrevistados afirmaram ter bom conhecimento sobre a Lei de Cotas, mesmo passados 25 anos de existência desta lei que obriga que toda empresa com 100 funcionários ou mais tenha um percentual de pessoas com deficiências no seu quadro de funcionários.

Homem de meia idade em uma cadeira de rodas olha para o horizonte, através de uma vidraça. Ele está com roupas formais e parce estar em uma empresa.

A pesquisa ainda um indica a falta de informação e de preparo por parte de alguns gestores de RH. Em torno de 65% dos RHs ouvidos já entrevistaram PcDs e, destes, 54% não se sentem bem preparados para tal função. Ainda, quando foram perguntados sobre sua capacidade de oferecer suporte aos gestores de PcDs, 59% afirmaram que não estão bem preparados.

Outro resultado que chama a atenção diz respeito à receptividade dos gestores para com os candidatos com deficiência: 67% dos RHs afirmaram que os gestores possuem resistência em entrevistar ou contratar PcDs. E 93% dos pesquisados consideram que os gestores necessitam de mais informações sobre contratação e gerenciamento de PcDs, revelando que ainda existem muita falta de informação, muito preconceito e barreiras comportamentais quando o assunto é empregabilidade de PcDs.

Tenha acesso à pesquisa completa no link a seguir. Expectativas e Percepções do Mercado de Trabalho para PcD 2015

‘Pessoas com Eficiências’

No dia 01 de Maio, Dia Internacional do Trabalho, inauguramos uma nova campanha entitulada ‘Pessoas com Eficiências’. E ao longo de todo o mês, traremos mais informações sobre empregabilidade de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Foto do acupinturista e atleta Diego Coelho, que usa cadeira de rodas. Diego tem barba e cabelos castanhos, tem cerca de 30 anos de idade e veste camiseta vermelha e jeans. Ao lado da foto dele, a frase Pessoas com Eficiências.
Diego Coelho, Acupunturista e Atleta
Foto da fisioterapeuta Paula Ferrari, que usa cadeira de rodas. Paula tem cerca de 30 anos de idade, é loira e veste um vestido todo colorido com um colar grande e bonito. Ao lado da foto dela, a frase Pessoas com Eficiências.
Paula Ferrari, Fisioterapeuta

Atualmente no Brasil existem mais de 45 milhões de pessoas com alguma deficiência, segundo último censo realizado pelo IBGE, em 2010. Deste total, um pouco mais de 30 milhões de brasileiros estão em idade ativa, podendo ser contratados por empresas. Em contrapartida, apenas 381 mil pessoas com alguma deficiência estão empregadas formalmente, com carteira assinada. Ou seja, estamos falando que apenas 1% das pessoas com deficiência têm trabalho formal! Mesmo passados 25 anos da Lei de Cotas, que exige que empresas com 100 ou mais funcionários tenham um percentual do seu quadro de funcionários formado por pessoas com alguma deficiência.

Que venham as mudanças, pois é assim que viveremos dias melhores!‪#‎pessoascomeficiencias‬

VÍDEO ‘Pessoas com Eficiências’

Aprender brincando é sempre melhor

Quem não concorda com a frase acima? Quando se está realmente imerso em uma atividade lúdica, temos a capacidade de absorver mais conteúdo e aprender mais rápido. Por isso que a famosa ‘gamificação’ virou palavra de ordem de 8 em cada 10 estratégias de marketing de empresas.

Mas desta vez o caráter é ainda mais nobre. Os famosos brinquedos de montar, até então utilizados com a simples função de entreter crianças e adultos, agora ganha uma nova funcionalidade: a de ensinar crianças cegas ou com baixa visão a ler e escrever. Estamos falando do projeto ‘Braille Bricks’ (tijolinhos Braille). Os relevos característicos de cada peça foram recombinados para dar vida ao alfabeto Braille. Assim, cada tijolinho passa a ser uma letra que, ao ser colocada ao lado de outras, formam palavras e dão vida e significado para milhares de pessoas que estão aprendendo o sistema de leitura através do tato.

Ponto a favor da educação inclusiva. Que mais ideias e projetos como este apareçam mais e mais por aí afora. O mundo está precisando.

Quer ajudar o projeto? Compartilhe este post com a hashtag #BrailleBricksForAll para convencer os fabricantes de brinquedos a produzir esse lindo projeto para crianças do mundo inteiro.

Para saber mais, acesse www.braillebricks.com.br.