Aeroportos melhoram acessibilidade às aeronaves

Conforme previsto pela LBI – Lei Brasileira da Inclusão (13.146/15), em seu Capítulo X que trata dos direitos ao transporte, “o direito ao transporte e à mobilidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida será assegurado em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, por meio de identificação e de eliminação de todos os obstáculos e barreiras ao seu acesso” (art 46). E ainda especifica que, “para fins de acessibilidade aos serviços de transporte coletivo terrestre, aquaviário e aéreo, em todas as jurisdições, consideram-se como integrantes desses serviços os veículos, os terminais, as estações, os pontos de parada, o sistema viário e a prestação do serviço”. Resumindo, é obrigatório que tanto a estrutura dos aeroportos quanto os serviços prestados por companhias aéreas (ex: Gol) e empresas aeroportuárias (ex: Infraero) tenham acessibilidade. Existe inclusive uma Resolução da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), que regula o tema da acessibilidade nos aeroportos, desde a chegada do passageiro até sua saída no aeroporto de destino.

Uma das grandes discussões que ainda persistem é a questão do embarque na aeronave. Nem sempre é possível que ela seja feita por tecnologia assistiva (ambulift ou finger). Para alguns aeroportos de São Paulo, a coisa vai melhorar. Isso porque a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência acaba de adquirir 7 ambulifts, são veículos adaptados com uma plataforma elevatória, capazes de transportar pessoas com dificuldade de locomoção até o avião. Segundo informações da Secretaria, cada equipamento custou aproximadamente R$ 214 mil.

Os aeroportos que passarão a contar com este importante item de acessibilidade são:  Ribeirão Preto, Bauru, Presidente Prudente, Marília, São José do Rio Preto, Araçatuba e Araraquara.

Funcionário do aeroporto empurra pessoa em cadeira de rodas para embarcar no ambulift, que tem cor amarela . ambulift estacionado na pista de decolagem

Fonte: Portal do Estado de São Paulo

Nestas eleições municipais, pessoas com deficiência estão isentas de votar?

Dedo na urna eletrônica de votação

Pessoal, neste final de semana é dia de cumprirmos nosso papel de cidadão e irmos às urnas para participar da construção de cidades mais cidadãs, honestas, sustentáveis e inclusivas. O primeiro turno das Eleições Municipais 2016 acontece neste domingo, dia 2 de outubro, e o segundo turno no dia 30 de outubro.

Vale lembrar que toda pessoa com deficiência precisa cumprir seu dever e votar. Sim, sim. O voto é obrigatório e não facultativo. Segundo a Constituição Brasileira, todos os cidadãos com idade entre 18 e 70 anos são obrigados ao voto. A pessoa com deficiência pode até requerer a mudança do local de votação, caso o local seja inacessível. Mas pede-se uma antecedência de 150 dias. Se é o seu caso e você não solicitou, infelizmente terá que comparecer ao seu local de votação e encarar as malditas barreiras arquitetônicas.

Há uma exceção que não pune a pessoa quando impossível ou muito difícil de comparecer à votação e cumprir suas obrigações eleitorais. Mas precisa-se verificar com os órgãos eleitorais a aplicabilidade dessa exceção, pois é concedida apenas em raríssimos casos.

Mas, então.. para quem o voto é facultativo?

O voto, assim como o alistamento eleitoral, é facultativo apenas para:

  • pessoas analfabetas,
  • menores entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos,
  • maiores de 70 (setenta) anos.

Obviamente, se alguma pessoa com deficiência se enquadrar em pelo menos um dos três requisitos anteriores, seu voto nas eleições é facultativo.

10 coisas que você sempre quis saber sobre pessoas com deficiência mas tinha medo de perguntar

Confessa, vai. Você tem um monte de perguntas sobre o universo da pessoa com deficiência mas nunca achou respostas. Seja porque perguntou para quem também tinha vários pontos de interrogação na cabeça ou porque acabou esquecendo de pesquisar sobre o assunto mesmo. Bom, não importa o motivo. Neste post vamos responder a algumas das perguntas mais comuns de pessoas sem deficiência sobre o dia a dia da pessoa com deficiência. E se houver alguma dúvida não atendida, mande para sua perguntinha pra gente, ok?

Jovem tímida com leque verde

1. Qual o termo correto para se referir à alguém com deficiência?

Esta talvez seja a dúvida mais comum e que a grande maioria de leigos acaba cometendo equívocos. Em alguns casos, a gente tenta ser ‘politicamente correta’ e acaba usando de eufemismo, o que só piora a situação. O termo correto e aceito internacionalmente é “pessoa com deficiência”. Qualquer termo fora este, será impreciso ou poderá até mesmo gerar algum mal estar junto à pessoa. O termo “pessoa com deficiência” está em vigor desde 2006 quando houve a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU e que foi ratificado no Brasil com efeito de emenda constitucional, através do Decreto Legislativo 186 em 2008. Então, risque estes termos da sua caderneta: “portador de deficiência”, “deficiente” e “portador de necessidades especiais”.

2. O que devo falar ao me apresentarem a uma pessoa com deficiência?

Que tal começar com um “olá! tudo bem?” e dizer qual seu nome. Emendar algo tipo “prazer em conhecer” cai bem. Lembre-se: você está à frente de uma PESSOA. Feita de carne e osso. Com sonhos, visões de mundo, medos, expectativas, habilidades… Assim como você. Então, trate-a normalmente como você faz com todos. Fácil, não?!

3. Por que as pessoas têm deficiências?

Ao contrário do que muitas pessoas possam achar, no Brasil e no mundo, as grandes causas de deficiência não têm nada a ver com genética e nem são hereditárias. Em outras palavras, poucas deficiências são congênitas. Na maior parte dos casos elas são adquiridas em vida. Infecções causadas pela falta de saneamento básico, falta de assistência pré-natal, erro médico na hora do parto e, principalmente, acidentes de carro e com arma de fogo são algumas das causas de as pessoas terem deficiências. Ou seja, ninguém está protegido. Todos somos vulneráveis.

4. Todo mundo que tem a mesma deficiência se conhece?

Não, o universo composto por pessoas com deficiência não é tão pequeno se pensa. No mundo todo, 10% da população tem pelo menos uma deficiência, seja leve ou grave. No Brasil, este percentual é 25%!  Mesmo em se falando em mais de 45 milhões de brasileiros, é muito difícil que a maioria das pessoas com deficiência se conheçam e sejam amigas em redes sociais, embora haja um grande sentimento de “grupo”, de “comunidade” entre boa parte das pessoas. Então, não parta do pressuposto que a pessoa com deficiência que você acabou de conhecer seja amigo ou amiga de “fulano” ou “beltrana”.

5. Como as pessoas cegas usam a internet?

Pessoas cegas usam internet e muito! Quem não usa, nos dias de hoje né? Graças a softwares de voz que lêem tudo que está na tela, as pessoas com cegueira ou baixa visão podem surfar pelos sites que bem entenderem. Bom, desde que os sites estejam preparados para serem lidos por estes softwares, é claro! Quando isto ocorre, dizemos que o site está acessível. Estes leitores de telas podem ser instalados em qualquer dispositivo equipado com multimídia. No caso do uso em computadores, os softwares mais comuns são: JAWS, NVDA, Virtual Vision e DOSVOX. No caso de dispositivos móveis, os mais conhecidos são o Talkback (plataforma Android) e o VoiceOver (plataforma iOS), que por sinal já vêm instalados nos smartphones e tablets.

6. Todo surdo é mudo?

Não, nem sempre. A pessoa com surdez na maior parte dos casos apresenta os órgãos fonoarticulatórios íntegros e tem todo o potencial para desenvolvimento da fala. Não é porque é surdo que se torna automaticamente mudo. A mudez autêntica é extremamente rara e decorrente de lesões cerebrais. Fonte: Somos@Telecentros

7. Deficiência intelectual e doença mental: são a mesma coisa?

Nãão! São coisas totalmente diferentes. A deficiência intelectual (e não “mental”, como alguns dizem) pode ser conseqüência de uma doença, mas ela não é uma doença; é uma “condição”, uma determinada limitação. Além de doenças, pode ser causada por acidentes, condições socioeconômicas desfavoráveis que levam à privação de estímulos, desnutrição, por fatores orgânicos, hereditários e por fatores genéticos. Vale a pena frisar que, por não ser uma doença, não pode ser contraída por meio de contágio. Ou seja, ninguém vai “pegar” nada convivendo com pessoas com Deficiência Intelectual. Na verdade, pode pegar é um carinho e uma amizade muito grande! rs. Fonte: APAE Limeira

8. Toda pessoa com deficiência auditiva é surda?

Não, necessariamente. Todo surdo é alguém com deficiência na audição. No caso, não conseguem escutar nada. Mas nem toda pessoa com deficiência auditiva é surda. Entendeu? Há outros níveis de deficiência auditiva, que pode ser leve até moderada. Neste caso, inclusive, existem pessoas que se comunicam através da linguagem oral, sem muitos problemas, principalmente se a perda auditiva foi desenvolvida na vida adulta.

9. Pessoas com deficiência intelectual são mais carinhosas?

As pessoas com deficiência intelectual são, em geral, bem dispostas, carinhosas e gostam de se comunicar. Mas, não existe esse negócio de “MAIS” ou “MENOS”. Se a pessoa é gentil e amável é porque tem muito a ver com a sua personalidade, sua educação, seus valores. Ou seja, da mesma forma que funciona com qualquer pessoa. O fato de se ter ou não uma deficiência não é determinante. 

10. Pessoa em cadeira de rodas fazem sexo?

Muito, às vezes. Rs. Sexualidade é algo muito mais amplo que sexo e, consequentemente, sexo é muito mais que “encontro de genitálias”. No caso de pessoas com lesão medular, por exemplo, apesar de pouca ou nenhuma sensibilidade da cintura para baixo, estas pessoas sentem prazer através do tato em outras partes erógenas do corpo (lembram daquela cena da massagem na orelha no filme Intocáveis?) ou de estímulos do olfato e visão. Tudo isso vai ajudar a irrigação sanguínea, ao aumento do batimento cardíaco e o restante da história você já imagina, né?! Então, anota aí: a pessoa com deficiência motora, seja homem ou mulher, pode ter vida sexual ativa, pode namorar, casar e, na maior parte dos casos, ter filhos.

E aí, curtiu? Se tiver perguntas, mesmo as cabeludas, mande para a gente! Até a próxima.

Mara Gabrilli inaugura seu comitê em São Paulo

Ontem estivemos na inauguração do comitê da deputada federal Mara Gabrilli, do PSDB, em São Paulo. O evento reuniu 300 pessoas, entre eleitores, fãs, parceiros e profissionais da imprensa offline e online. Além disso, contou com a presença do candidato à Presidência da República, o senador Aécio Neves, o candidato a senador, José Serra, e o governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição.

IMG_7136Comite Mara Gabrilli

Os presentes puderam conhecer um pouco mais os projetos e a vida da deputada, além de conferir o que ela já realizou em prol das pessoas com deficiência desde que entrou na política. O evento foi marcado por um clima de muita alegria e alto astral. Para conferir as fotos do evento, acesse www.flickr.com/maragabrilli ou facebook.com/maragabrilli

A trajetória política de Mara se iniciou em 2005, como primeira titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), onde desenvolveu dezenas de projetos para a cidade de São Paulo: aumento de 300 para cerca de 3 mil do número de ônibus acessíveis; reforma de 400 quilômetros de calçadas adaptadas, inclusive na Avenida Paulista, que se tornou modelo de acessibilidade na América Latina; criação de 39 núcleos municipais de reabilitação e saúde auditiva; emprego de mais de mil trabalhadores com algum tipo de deficiência; desenvolvimento das versões em braile (ou áudio) de todos os livros das Bibliotecas Municipais (Ler pra Crer).

Entre fevereiro de 2007 e janeiro de 2011, atuou na Câmara Municipal de São Paulo e protocolou 60 projetos de lei. Sete destes foram aprovados e viraram Leis Municipais. Dentre eles:

– Central de Intérpretes de Libras e Guias-Intérpretes para Surdocegos (Lei 14.441/2007);
– Programa Municipal de Reabilitação da Pessoa com Deficiência Física e Auditiva (Lei 14.671/2008);
– Plano Emergencial de Calçadas (PEC), que permite que a Prefeitura reforme e revitalize as calçadas em vias estratégicas onde estão localizados os serviços públicos e privados essenciais à população – correios, escolas, hospitais, etc (Lei 14.675/2008);
– Programa Censo Inclusão, que prevê um levantamento detalhado com perfil sócio-econômico dos cerca de 1,5 milhão de pessoas com deficiência na capital paulistana (Lei 15.096/2010).

 Atualmente, Mara Gabrilli é deputada federal por São Paulo, membro titular da Comissão de Educação e Cultura, na Câmara dos Deputados, e é suplente da Comissão de Seguridade Social e Família e da Comissão do Plano Nacional de Educação (PNE).

 

Fontes: Wikipedia e maragabrilli.com.br