Aeroportos melhoram acessibilidade às aeronaves

Conforme previsto pela LBI – Lei Brasileira da Inclusão (13.146/15), em seu Capítulo X que trata dos direitos ao transporte, “o direito ao transporte e à mobilidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida será assegurado em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, por meio de identificação e de eliminação de todos os obstáculos e barreiras ao seu acesso” (art 46). E ainda especifica que, “para fins de acessibilidade aos serviços de transporte coletivo terrestre, aquaviário e aéreo, em todas as jurisdições, consideram-se como integrantes desses serviços os veículos, os terminais, as estações, os pontos de parada, o sistema viário e a prestação do serviço”. Resumindo, é obrigatório que tanto a estrutura dos aeroportos quanto os serviços prestados por companhias aéreas (ex: Gol) e empresas aeroportuárias (ex: Infraero) tenham acessibilidade. Existe inclusive uma Resolução da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), que regula o tema da acessibilidade nos aeroportos, desde a chegada do passageiro até sua saída no aeroporto de destino.

Uma das grandes discussões que ainda persistem é a questão do embarque na aeronave. Nem sempre é possível que ela seja feita por tecnologia assistiva (ambulift ou finger). Para alguns aeroportos de São Paulo, a coisa vai melhorar. Isso porque a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência acaba de adquirir 7 ambulifts, são veículos adaptados com uma plataforma elevatória, capazes de transportar pessoas com dificuldade de locomoção até o avião. Segundo informações da Secretaria, cada equipamento custou aproximadamente R$ 214 mil.

Os aeroportos que passarão a contar com este importante item de acessibilidade são:  Ribeirão Preto, Bauru, Presidente Prudente, Marília, São José do Rio Preto, Araçatuba e Araraquara.

Funcionário do aeroporto empurra pessoa em cadeira de rodas para embarcar no ambulift, que tem cor amarela . ambulift estacionado na pista de decolagem

Fonte: Portal do Estado de São Paulo

Para a Microsoft, acessibilidade é estratégica

Há cerca de algumas semanas, a Microsoft anunciou recursos inovadores de acessibilidade dos seus serviços. Vem por aí novidades tanto no Windows 10 quanto no seu Office 365.

No final de Novembro, em sua sede em Nova York, a Microsoft realizou evento para comunicar o nome da sua próxima grande atualização do Windows 10: Creators Update. A atualização será gratuita para usuários do OS e estará disponível no início de 2017, ainda sem uma data específica. A lista de novidades é vasta. Vai desde uma integração amigável com Skype até a disponibilização gratuita de um programa que cria música.

homem de chapéu e camiseta rosa segura tablet com uma de suas mãos na frente do seu rosto e com a outra mão, um outro tablet ao lado da cabeça. No canto inferior, uma tela de notebook. Em todas as três telas a imagem exibida é a mesma que o fundo: um céu azul cheio de nuvens.
homem de chapéu e camiseta rosa segura tablet com uma de suas mãos na frente do seu rosto e com a outra mão, um outro tablet ao lado da cabeça. No canto inferior, uma tela de notebook. Em todas as três telas a imagem exibida é a mesma que o fundo: um céu azul cheio de nuvens.

 

O mais bacana dessa história toda é que, concomitante ao desenvolvimento e implementação de um monte novas funcionalidades, a empresa tem olhado com muita atenção e profissionalismo para as questões relacionadas à acessibilidade. Para a empresa americana, é obrigação que seus serviços estejam acessíveis a toda e qualquer pessoa deste globo. Acessibilidade não é apêndice, mas algo que está no âmago do seu ‘business’. Saber e reconhecer que existem milhões de pessoas diversas, com suas características e diferenças próprias, fez com que a diversidade humana virasse parte importante da estratégia global da companhia e da sua cultura organizacional. Basta conhecer um pouco sobre a maneira com que Paula Bellizia, Gerente Geral da Microsoft no Brasil, encara a diversidade e a acessibilidade no âmbito dos negócios. Em matéria sobre diversidade e inovação publicada no início deste ano, Bellizia frisa: “O respeito ao outro, às diferenças, é fundamental para se abrir para as ideias, que se somam às suas e propiciam a criatividade e inovação”. Este tem sido o tom dado pela empresa quando o assunto é discutir a importância do acesso e da participação de todas as pessoas, sem exceção, ao mundo Microsoft. Se melhorias contínuas em seus serviços é considerado um pilar estratégico, nada mais coerente que levar a temática da diversidade e do acesso universal para o centro da mesa.

Windows 10 Creators Update

Abaixo, quatro das várias novidades que devem chegar aos usuários no começo do ano que vem:

Braille
O suporte preliminar para Braille será introduzido com o Windows 10 Creators Update. A atualização suportará telas em Braille de mais de 35 fabricantes e mais de 40 idiomas.

Instalação sem assistência
Os usuários poderão instalar o Windows 10 Creators Update usando o Narrador, que poderá ser usado durante todo o processo de instalação.

Novas formas de abrir o Narrador
Mudaram-se as teclas de acesso rápido ao Narrador, em resposta aos comentários de muitos usuários do software. O Narrador agora poderá ser aberto pressionando as teclas Ctrl + Winkey + Enter, ao invés de Winkey + Enter. Também será possível abrir o Narrador usando a Cortana ou o aplicativo ‘Configurações’. (Para quem não sabe, ‘Cortana’ equivale à Siri, da Apple, ou ao Google Now, do Android).

Texto e voz
Haverá 10 novas vozes nessa nova versão. O Narrador também suportará a leitura em múltiplos idiomas, podendo alternar entre diferentes idiomas.

Office 365

No caso específico do Office 365, os novos recursos de acessibilidade contam com um elemento surpresa que deixou todos curiosos. Trata-se do emprego de inteligência artificial.

Por exemplo, um recurso que os usuários do Microsoft Word e do PowerPoint passarão a ter é a sugestão automática de legendas para imagens e slides, denominadas de “alt-text”. Para pessoas cegas, um dos grandes problemas são materiais digitais que não contemplam a descrição de imagens, gráficos e fotos. Quando não existe este recurso, os softwares que ‘lêem” a tela simplesmente passam batido e o usuário cego não sabe do que se trata aquela determinada imagem ou gráfico.

O recurso de ‘legendagem’ de imagens, slides, fotos e gráficos estará disponível a partir do próximo ano, sem data definida. A Microsoft também diz que irá melhorar a navegação de leitores de tela e que haverá a possibilidade de ajustar fontes e cores na tela para facilitar a leitura por parte de pessoas com baixa visão ou daltonismo.

Aprenda a fazer sites e conteúdo web com acessibilidade WCAG 2.0

globo terrestre estilizado em cinza com vários ícones brancos alusivos à tecnologia girando em torno dele. Ao lado direito, escrito em branco sobre fundo azul: Cursos Abridef 2016. Na parte debaixo, em maiúsculas brancas e fundo azul, está escrito acessibilidade digital

ACESSIBILIDADE DIGITAL agora é lei!
Você está preparado?

A Good Bros, em parceria com a ABRIDEF – Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência – apresenta uma seleção de treinamentos sobre inclusão e acessibilidade para que você possa estar por dentro de toda essa transformação com a nova Lei Brasileira de Inclusão – LBI.

No dia 11 de Agosto, das 9h às 17h, o primeiro curso abordará o tema da “Acessibilidade Digital” e é dirigido àqueles profissionais e empresas que desejam se capacitar quanto às diretrizes internacionais e melhores práticas do W3C sobre acessibilidade em sites e peças web.

Conteúdo Programático:

  • Introdução a Acessibilidade Digital: O que é, para quem e porquê?;
  • Benefícios para agência, cliente e público-alvo;
  • Acessibilidade e suas facetas em relação ao Designer, Usabilidade, Arquitetura da Informação, dentre outros;
  • Técnicas para criação de sites acessíveis;
  • Validando a acessibilidade do seu site antes de publicá-la.

O curso será ministrado por Rodrigo Credidio, empreendedor social e sócio-fundador da Good Bros, e por Luiz Henrique Volso, Front End Developer e especialista em desenvolvimento web acessível.

Credidio é formado em Marketing pela ESPM e pós-graduado em Administração de Empresas pela FGV, acumula 20 anos de experiência em branding, comunicação e estratégia off e on, com passagens em empresas multinacionais e agências de publicidade. Formado pelo Empretec, treinamento da ONU focado em comportamento empreendedor. Um dos criadores do aplicativo Biomob, guia de locais acessíveis.

Volso é web development specialist em websites acessíveis. Formado em Engenharia, pela Universidade Estadual de Londrina, e também em Desenvolvimento de Sites com Padrões Web, pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Volso é dedicado ao estudo e desenvolvimento de ferramentas informacionais acessíveis, com base em Dados Abertos Governamentais. É ainda especialista em Web Standards, Usabilidade e Acessibilidade. Ganhador de vários prêmios do Todos@Web, maior Prêmio Nacional de Acessibilidade Digital.

 

Close de duas mãos sobre um teclado de computador portátil na cor preta

Curso ‘Acessibilidade Digital’

QUANDO: 11/08/16
HORÁRIO: das 9h às 17h
ONDE: Sede da ABRIDEF – Office Park – Centro de Convenções, situado na Av. Queiroz Filho, 1700 – Vila Lobos, São Paulo

Informações e inscrições pelos telefones abaixo ou pelo email contato@abridef.org.br.

Fone: (11) 3445-2373
Fone: (11) 9 8692-2463

Agora é lei: todo website precisa ter acessibilidade

Ao contrário do que muitos pensam, a quantidade de brasileiros com alguma deficiência não é pequena. Não é um ‘nicho’ de mercado. Segundo o IBGE, os números são surpreendentes:

6,5 milhões de pessoas cegas ou com baixa visão;
13 milhões com alguma deficiência motora, incluindo baixa mobilidade de membros superiores;
9,7 milhões com deficiência auditiva e que muitas vezes só conhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras);
2,5 milhões de crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual.

O problema é que as cidades brasileiras ainda não estão prontas para incluir as pessoas com deficiência e oferecer a elas as condições necessárias para o exercício dos seus direitos, seja perante à Declaração Universal dos Direitos Humanos, seja perante à Constituição Federal de 1988, seja à qualquer coisa. Calçadas mal conservadas e executadas, rampas inexistentes ou mal projetadas, assentos escassos para pessoas obesas e assim por diante. Se a discussão fosse apenas sobre as barreiras físicas, seria uma coisa. O problema é que vivemos todos os dias sob a égide do ‘jeitinho brasileiro’ que em muitas vezes carrega de forma velada uma visão preconceituosa a cerca da pessoa com deficiência. O melhor exemplo disso é o famoso “vou estacionar apenas um minutinho nessa vaga exclusiva para pessoas com deficiência”. Em apenas ‘um minutinho”, ferimos sem pestanejar um dos direitos assegurados por lei à pessoa com deficiência.

Foto preta e branca de uma placa de rua, com Símbolo Internacional de Acessibilidade (pessoa em cadeira de rodas)

Em relação aos meios de comunicação, os desafios de se eliminar barreiras não é diferente. Canais de TV, revistas, jornais, websites.. Quantos websites, sejam eles institucionais ou de comércio eletrônico, de marcas ou empresas, são acessíveis por todos? Uma pesquisa do W3C (World Wide Web Consortium) mostrou que apenas 2% das páginas da web são acessíveis pelo universo de pessoas com deficiência.

De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (13.146/15), que começou a vigorar em Janeiro de 2016, “é obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente”.

IDOSOS
Não podemos deixar de fora o contingente de pessoas que já passaram dos 60 anos de idade. Em 2010, existiam 20,5 milhões de idosos no Brasil. E juntamente com a idade, chegam às vezes algumas doenças que podem acomete total ou parte dos nossos sentidos. É o caso de uma diabetes não controlada, de uma catarata, de uma sarcopenia (perda de massa e força da musculatura).
Segundo projeções, até 2020, seremos mais de 30 milhões de pessoas com 60 ou mais anos de idade. Um crescimento vertiginoso de 50% em apenas 10 anos! É fato que, graças aos avanços da medicina e à melhora na qualidade de vida, estamos vivendo mais e melhor! Em suma, dentro de alguns anos, teremos muitos idosos vivendo ativamente e totalmente conectados às tecnologias móveis e internet. De acordo com uma pesquisa realizada pela Telehelp, 66% dos idosos brasileiros usam regularmente a internet e 45% afirmaram fazer compras online regularmente.

Close nas mãos de um homem idoso, que está de pé, de frente para a câmera, apoiado em uma bengala. Vemos aliança de casado e que o homem veste calça social bege e camisa xadrez marrom e branca
Close nas mãos de um homem idoso, que está de pé, de frente para a câmera, apoiado em uma bengala. Vemos aliança de casado e que o homem veste calça social bege e camisa xadrez marrom e branca

Os fabricantes de produtos, prestadores de serviços, órgãos governamentais, agências digitais e de publicidade, veículos de comunicação… todos precisam despertar de uma vez por todos que existe um mar de gente crescendo todo ano e que anseia por seu direito de irem e virem quando bem entenderem, de acessarem conteúdo web quando e como desejarem e assim por diante. Além do aspecto de direitos humanos, não esqueçamos do aspecto capitalista e financeiro. Afinal de contas, estamos falando de pessoas que viajam, estudam, saem para jantar, compram pela internet, pagam contas pelo celular… Quando as empresas começarem a enxergar nas pessoas com deficiência e mobilidade reduzida potenciais clientes e consumidores de suas marcas, produtos e serviços, talvez assim acelere o processo de acessibilização como um todo e as barreiras, físicas e virtuais, caiam por terra.

Aprender brincando é sempre melhor

Quem não concorda com a frase acima? Quando se está realmente imerso em uma atividade lúdica, temos a capacidade de absorver mais conteúdo e aprender mais rápido. Por isso que a famosa ‘gamificação’ virou palavra de ordem de 8 em cada 10 estratégias de marketing de empresas.

Mas desta vez o caráter é ainda mais nobre. Os famosos brinquedos de montar, até então utilizados com a simples função de entreter crianças e adultos, agora ganha uma nova funcionalidade: a de ensinar crianças cegas ou com baixa visão a ler e escrever. Estamos falando do projeto ‘Braille Bricks’ (tijolinhos Braille). Os relevos característicos de cada peça foram recombinados para dar vida ao alfabeto Braille. Assim, cada tijolinho passa a ser uma letra que, ao ser colocada ao lado de outras, formam palavras e dão vida e significado para milhares de pessoas que estão aprendendo o sistema de leitura através do tato.

Ponto a favor da educação inclusiva. Que mais ideias e projetos como este apareçam mais e mais por aí afora. O mundo está precisando.

Quer ajudar o projeto? Compartilhe este post com a hashtag #BrailleBricksForAll para convencer os fabricantes de brinquedos a produzir esse lindo projeto para crianças do mundo inteiro.

Para saber mais, acesse www.braillebricks.com.br.

 

Heróis Existem

Ao ser convidado para viver novamente a personagem de Tony Stark, o ator Robert Downey Jr não pensou duas vezes. Não, não! Não se trata de uma nova sequência do bem-sucedido longa metragem ‘Homem de Ferro’, mas de uma ação realizada pela Limbitless Solutions, fabricante de braços biônicos de baixo custo – em parceria com a Microsoft OneNote Collective Project. Veja como foi o encontro do herói de metal com o jovem Alex, que possui uma deficiência no seu braço direito.

Quem quiser conhecer o projeto #CollectiveProject, pode acessar o site oficial da Limbitless Solutions. A empresa tem capacitado várias famílias a comprar um braço biônico de baixo custo, feito por impressoras 3D.

 

Tecnologia de reconhecimento gestual em tablets

Nova tecnologia assistiva promete facilitar a comunicação entre pessoas com e sem deficiência auditiva. Trata-se do UNI, da empresa norte-americana MotionSavvy, que utiliza a LeapMotion, uma tecnologia que reconhece gestos em movimento e os transforma em áudio e texto escrito.

Através de duas câmeras embutidas no tablet, o software capta os gestos em LIBRA e os projeta em imagens 3D. O sistema automaticamente traduz a linguagem gestual em áudio e, com uma tecnologia de reconhecimento de voz, transforma depois o que o áudio em texto. A tecnologia ainda não permite o caminho contrário, onde o usuário fala e então se traduz em linguagem de sinais.

Segundo o fabricante, o UNI tem como diferencial o fato de detectar ligeiras diferenças entre os gestos de um usuário e outro. Assim, vai se criando um vadto banco de dados à prova de mal-entendidos. Outra característica bacana do sistema é que, a cada palavra nova inseria no banco de dados que não faz parte do dicionário original elaborado pelo fabricante, o software dispara atualizações para toda a base de usuários.

O UNI ainda está em fase de protótipo e compreende apenas 300 palavras. A MotionSavvy pretende testar uma versão beta do produto com pessoas com deficiência auditiva e assim aumentar a base de dados para 15 mil palavras dentro dos próximos meses. Atualmente, o UNI só reconhece a língua inglesa e apenas pode ser utilizado através do tablet que vem junto com o sistema, estando indisponível para iPads ou aparelhos com Android.

Não existe um número oficial de pessoas com deficiência auditiva no mundo. Estima-se, no entanto, que 15% da população mundial tenha uma deficiência e que desta percentagem 10% sofram de surdez. No Brasil, o último censo do IBGE indica que existem cerca de 9,7 milhões brasileiros com deficiência auditiva, o que é 5,1% da população. O censo mostra ainda que a deficiência auditiva do tipo severa foi declarada por mais de 2,1 milhões de pessoas. Destas, 344,2 mil são surdas e 1,7 milhão de pessoas têm grande dificuldade de ouvir.

Google e Apple de olho no mercado de pessoas com deficiência

O gigante Google deu mais uma bola dentro: implementou melhorias de acessibilidade no seu serviço de edição de documentos online, o Google Drive. Detas forma, pessoas com deficiência visual ou visão reduzida poderão usar a ferramenta de forma mais ampla, com maior facilidade e comodidade. As novidades incluem melhor integração com sistemas de narração (recursos de voz) e telas em braille.

O recurso para leitores de tela permite agora maior integração com textos. Um exemplo da nova funcionalidade é que agora, ao posicionar o cursor em uma parte do texto, basta pressionar o comando ctrl+alt+a e em seguida a tecla F para ouvir a formatação usada no parágrafo. O recurso de voice-over também funciona com documentos compartilhados, informando, por exemplo, quando um usuário entra ou sai dele e quando e onde está fazendo alterações. Outro recurso adicionado é um menu de pesquisa rápida para comandos. Basta digitar o que se quer fazer para mostrar em tempo real as opções relacionadas disponíveis. Por exemplo, digitando “negrito”, o sistema vai mostrar automaticamente o comando.

O suporte a telas em braille também foi melhorado, permitindo a leitura e inserção de textos em documentos, slides e desenhos. O sistema pode ler as configurações para mostrar caracteres automaticamente e diminuir o tempo de espera entre pressionar uma tecla e ouvi-la no leitor de tela.

IoS 8 CHEGA COM NOVIDADES

A Apple não ficou pra trás, não ! No final de Agosto/14, em sua conferência anual voltada para programadores, a empresa anunciou o lançamento do seu novo sistema operativo móvel, o iOS 8, que contará com vários aprimoramentos de termos de acessibilidade.

Não é de hoje que a empresa de Steve Jobs se dedica à pesquisa e implantação de  recursos de acessibilidade de para pessoas com deficiência. Com esta missão em mente, foi apresentado um novo pacote de melhorias de usabilidade que irão beneficiar todos aqueles que se confrontam com limitações funcionais. Algumas dessas melhorias ou novas características disponibilizadas no iOS 8 incluem 12 novidades:

1. “Escala de cinzentos” ou interface a preto e branco

Uma vez ativado, o conteúdo do telefone pode ter cores personalizadas, cores contrastantes e uma interface a preto e branco, criando um elevado contraste para utilizadores com baixa visão ou outros problemas de visão.

2. Melhorias na função de zoom

 Melhor e mais inteligennte, pois dá a opção de ampliar tudo na tela com exceção do teclado.

3. Spotlight (Pesquisa no dispositivo)

A pesquisa produz respostas ao estilo Siri, já existente no iOS 7, mas com um diferencial agora: aceita perguntas inseridas na forma de texto, dando aos usuários a capacidade de escrever em vez de falar e obter os resultados em áudio.

4. Teclado Braille

Depois de anos à espera, os teclados e o Braille desenvolvidos por terceiros chegam para iOS, permitindo aos indivíduos usar Braille para escrever textos diretamente nos aplicativos de mensagens instantâneas ou escrever um email ou efetuar uma pesquisa no iTunes ou na App Store.

5. Escrita Rápida com QuickType

O iOS 8 oferece um segundo teclado chamado QuickType, o qual é um preditor sensível ao contexto. Ele permite responder de uma forma mais ergonômica e produtivam, sendo ideal para pessoas com deficiências motora ou que se cansam rapidamente ao escreverem nos smartphones e notebooks.

6. Suporte Multi-dispositivo

Maior ajuda à audição MFi (Made For iPhone)

7. Melhorias no Touch ID

No iOS 8, o Touch ID desbloqueia o dispositivo ou efetua compras no iTunes com umsimples toque de um dedo.

8. Sintetizador de fala Alex

O sintetizador que ficou conhecido dos utilizadores na plataforma OS X pela sua alta qualidade e verbalização natural – que até respira entre as frases -, chega agora com o iOS 8 aos dispositivos iOS.

9. Cartão em Caso de Emergência

Foi adicionada uma aplicação sobre Saúde, e dentro desta aplicação encontra-se o “Cartão em Caso de Emergência”. Isto pode parecer insignificante mas no caso de um evento de uma emergência – ou mesmo para aqueles com alterações de comunicação ou impedidos de se lembrar de detalhes médicos – este cartão vai ser útil. O cartão contém detalhes médicos pessoais importantes tais como: doenças, medicação atual, alergias e contatos em caso de emergência.

10. Chamadas via Wi-Fi

Os usuários irão agora ser capazes de efetuar chamadas e enviar mensagens curtas de texto através da internet usando Macs e iPads. Efetuar chamadas via Wi-Fi é ótimo para pessoas que possam ter deixado cair o telefone e que não o possam apanhar, e que precisem de assistência; pode igualmente ser conveniente para aqueles que preferem trabalhar em dispositivos de maiores dimensões.

11. Ler o ecrã (tela)

Em qualquer visor, basta passar com dedos para baixo e o dispositivo iOS lê o conteúdo exibido.

12. Salientar palavras ao ler

Esta é uma função importante para quem tem dislexia. Solicitar a leitura por sintetizador de fala e, à medida que as palavras vão sendo lidas, são destacadas com uma cor de fundo e de letra diferentes para ajudar o usuário a melhor perceber a sua grafia.

Anatel perde briga e é obrigada a oferecer telefonia móvel a pessoas com deficiência visual

A Justiça Federal atendeu ao pedido do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) e vai notificar a Anatel para que seja cumprida sentença que garanta a pessoas com deficiência visual acesso à telefonia móvel. A agência terá o prazo de 6 meses corridos para expedir normas e padrões para a certificação de aparelhos celulares, exigindo hardwares e/ou softwares que promovam a acessibilidade.

A decisão do MPF/SP condenou a agência a promover a regulamentação de requisitos para que sejam disponibilizados aparelhos que garantam o amplo acesso das pessoas com deficiência visual ao serviço móvel pessoal. Segundo a ação civil pública proposta pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão substituto Jefferson Aparecido Dias, a falta de regulamentação por parte da Anatel tem dificultado a aquisição de aparelhos celulares acessíveis às pessoas com deficiência visual. Tais restrições contrariam normas nacionais e internacionais segundo as quais o Brasil tem obrigação de promover o amplo acesso das pessoas com deficiência aos serviços públicos, no caso, o de telefonia.

Segundo a legislação, a adoção de medidas para que isso seja garantido cabe à agência reguladora.

“A determinação do Poder Judiciário é para que a ré cumpra com sua obrigação, saindo de seu estado de omissão quanto ao respeito dos direitos das pessoas com deficiência visual. A maneira técnica de como se dará o acesso é de responsabilidade da Agência, porém. Deste modo, respeita-se a atribuição da Agência, entretanto, fazendo-a sair do seu estado ilegal (e até inconstitucional) de inércia”, informou o MPF.

Precisamos acompanhar agora para que a Anatel cumpra com o prazo estipulado.

 

Fonte: http://new.d24am.com/