Confira o ranking completo de praias acessíveis do litoral paulista

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo coordenou um levantamento extenso para avaliar as condições de acesso às praias no litoral paulista. Foram avaliados também a presença de mobiliários adaptados e de hotéis preparados para receber com segurança e conforto os frequentadores. Ao todo, foram avaliadas 223 praias.

A equipe da OAB que visitou as praias foi formada por profissionais das 12 subseções presentes no Estado. Durante as visitas, a equipe procurou avaliar:

  1. presença de informações acessíveis nas praias para todos os tipos de deficiência;
  2. existência de serviços de apoio às pessoas com mobilidade reduzida;
  3. serviço de salva-vidas no local;
  4. informações sobre acessibilidade nas praias nos websites das respectivas prefeituras
  5. existência de estacionamento com vagas exclusivas para pessoas com deficiência;
  6. presença de percursos acessíveis e livres de obstáculos para pedestres até a areia da praia;
  7. acessibilidade nas edificações (instalações) e nos mobiliários (exs: cadeiras de rodas anfíbias para o banho e passeio na praia para as pessoas com mobilidade reduzida, duchas com barras de apoio).
  8. presença de hotéis próximos com acessibilidade.

Após quase três meses de análise e consolidação dos dados, montou-se um ranking das praias mais preparadas para receber banhistas idosos e/ou com alguma deficiência. O primeiro lugar ficou para a praia da Enseada, em Bertioga. Pelo levantamento realizado, a praia conta com informações acessíveis para todos os tipos de deficiência, apoiadores, salva-vidas, vagas exclusivas, percursos para pedestres, sanitários adaptados, postos de primeiros socorros, cadeira de rodas anfíbia, vestiários, duchas e lava-pés. Há também hotéis com acomodações adaptadas e a o site da prefeitura divulga informações ao público sobre acessibilidade.

Trecho da orla da Praia da Enseada, mostrando a areia, calçadões e infra-estrutura de apoio ao banhista.
Orla da Praia da Enseada, Bertioga (São Paulo)

Confira a lista completa das praias que estão melhor preparadas para receber pessoas com deficiência e idosos, no litoral paulista:

1º LUGAR:

Enseada, Bertioga

2º LUGAR:

Guilhermina, Praia Grande

Tupi, Praia Grande

3º LUGAR:

Indaiá, Bertioga

Aviação, Praia Grande

Boqueirão, Praia Grande

Caiçara, Praia Grande

Mirim, Praia Grande

Ocian, Praia Grande

Solemar, Praia Grande

4º LUGAR:

Balneário da Adriana, Ilha Comprida

Boqueirão Norte, Ilha Comprida

Monte Carlo, Ilha Comprida

Ilha Comprida, Ilha Comprida

Guaraú, Peruíbe

Centro, Peruíbe

Canto do Forte, Praia Grande

Balneário Flórida, Praia Grande

Fonte: G1 / Foto: Jornal da Baixada

10 coisas que você sempre quis saber sobre pessoas com deficiência mas tinha medo de perguntar

Confessa, vai. Você tem um monte de perguntas sobre o universo da pessoa com deficiência mas nunca achou respostas. Seja porque perguntou para quem também tinha vários pontos de interrogação na cabeça ou porque acabou esquecendo de pesquisar sobre o assunto mesmo. Bom, não importa o motivo. Neste post vamos responder a algumas das perguntas mais comuns de pessoas sem deficiência sobre o dia a dia da pessoa com deficiência. E se houver alguma dúvida não atendida, mande para sua perguntinha pra gente, ok?

Jovem tímida com leque verde

1. Qual o termo correto para se referir à alguém com deficiência?

Esta talvez seja a dúvida mais comum e que a grande maioria de leigos acaba cometendo equívocos. Em alguns casos, a gente tenta ser ‘politicamente correta’ e acaba usando de eufemismo, o que só piora a situação. O termo correto e aceito internacionalmente é “pessoa com deficiência”. Qualquer termo fora este, será impreciso ou poderá até mesmo gerar algum mal estar junto à pessoa. O termo “pessoa com deficiência” está em vigor desde 2006 quando houve a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU e que foi ratificado no Brasil com efeito de emenda constitucional, através do Decreto Legislativo 186 em 2008. Então, risque estes termos da sua caderneta: “portador de deficiência”, “deficiente” e “portador de necessidades especiais”.

2. O que devo falar ao me apresentarem a uma pessoa com deficiência?

Que tal começar com um “olá! tudo bem?” e dizer qual seu nome. Emendar algo tipo “prazer em conhecer” cai bem. Lembre-se: você está à frente de uma PESSOA. Feita de carne e osso. Com sonhos, visões de mundo, medos, expectativas, habilidades… Assim como você. Então, trate-a normalmente como você faz com todos. Fácil, não?!

3. Por que as pessoas têm deficiências?

Ao contrário do que muitas pessoas possam achar, no Brasil e no mundo, as grandes causas de deficiência não têm nada a ver com genética e nem são hereditárias. Em outras palavras, poucas deficiências são congênitas. Na maior parte dos casos elas são adquiridas em vida. Infecções causadas pela falta de saneamento básico, falta de assistência pré-natal, erro médico na hora do parto e, principalmente, acidentes de carro e com arma de fogo são algumas das causas de as pessoas terem deficiências. Ou seja, ninguém está protegido. Todos somos vulneráveis.

4. Todo mundo que tem a mesma deficiência se conhece?

Não, o universo composto por pessoas com deficiência não é tão pequeno se pensa. No mundo todo, 10% da população tem pelo menos uma deficiência, seja leve ou grave. No Brasil, este percentual é 25%!  Mesmo em se falando em mais de 45 milhões de brasileiros, é muito difícil que a maioria das pessoas com deficiência se conheçam e sejam amigas em redes sociais, embora haja um grande sentimento de “grupo”, de “comunidade” entre boa parte das pessoas. Então, não parta do pressuposto que a pessoa com deficiência que você acabou de conhecer seja amigo ou amiga de “fulano” ou “beltrana”.

5. Como as pessoas cegas usam a internet?

Pessoas cegas usam internet e muito! Quem não usa, nos dias de hoje né? Graças a softwares de voz que lêem tudo que está na tela, as pessoas com cegueira ou baixa visão podem surfar pelos sites que bem entenderem. Bom, desde que os sites estejam preparados para serem lidos por estes softwares, é claro! Quando isto ocorre, dizemos que o site está acessível. Estes leitores de telas podem ser instalados em qualquer dispositivo equipado com multimídia. No caso do uso em computadores, os softwares mais comuns são: JAWS, NVDA, Virtual Vision e DOSVOX. No caso de dispositivos móveis, os mais conhecidos são o Talkback (plataforma Android) e o VoiceOver (plataforma iOS), que por sinal já vêm instalados nos smartphones e tablets.

6. Todo surdo é mudo?

Não, nem sempre. A pessoa com surdez na maior parte dos casos apresenta os órgãos fonoarticulatórios íntegros e tem todo o potencial para desenvolvimento da fala. Não é porque é surdo que se torna automaticamente mudo. A mudez autêntica é extremamente rara e decorrente de lesões cerebrais. Fonte: Somos@Telecentros

7. Deficiência intelectual e doença mental: são a mesma coisa?

Nãão! São coisas totalmente diferentes. A deficiência intelectual (e não “mental”, como alguns dizem) pode ser conseqüência de uma doença, mas ela não é uma doença; é uma “condição”, uma determinada limitação. Além de doenças, pode ser causada por acidentes, condições socioeconômicas desfavoráveis que levam à privação de estímulos, desnutrição, por fatores orgânicos, hereditários e por fatores genéticos. Vale a pena frisar que, por não ser uma doença, não pode ser contraída por meio de contágio. Ou seja, ninguém vai “pegar” nada convivendo com pessoas com Deficiência Intelectual. Na verdade, pode pegar é um carinho e uma amizade muito grande! rs. Fonte: APAE Limeira

8. Toda pessoa com deficiência auditiva é surda?

Não, necessariamente. Todo surdo é alguém com deficiência na audição. No caso, não conseguem escutar nada. Mas nem toda pessoa com deficiência auditiva é surda. Entendeu? Há outros níveis de deficiência auditiva, que pode ser leve até moderada. Neste caso, inclusive, existem pessoas que se comunicam através da linguagem oral, sem muitos problemas, principalmente se a perda auditiva foi desenvolvida na vida adulta.

9. Pessoas com deficiência intelectual são mais carinhosas?

As pessoas com deficiência intelectual são, em geral, bem dispostas, carinhosas e gostam de se comunicar. Mas, não existe esse negócio de “MAIS” ou “MENOS”. Se a pessoa é gentil e amável é porque tem muito a ver com a sua personalidade, sua educação, seus valores. Ou seja, da mesma forma que funciona com qualquer pessoa. O fato de se ter ou não uma deficiência não é determinante. 

10. Pessoa em cadeira de rodas fazem sexo?

Muito, às vezes. Rs. Sexualidade é algo muito mais amplo que sexo e, consequentemente, sexo é muito mais que “encontro de genitálias”. No caso de pessoas com lesão medular, por exemplo, apesar de pouca ou nenhuma sensibilidade da cintura para baixo, estas pessoas sentem prazer através do tato em outras partes erógenas do corpo (lembram daquela cena da massagem na orelha no filme Intocáveis?) ou de estímulos do olfato e visão. Tudo isso vai ajudar a irrigação sanguínea, ao aumento do batimento cardíaco e o restante da história você já imagina, né?! Então, anota aí: a pessoa com deficiência motora, seja homem ou mulher, pode ter vida sexual ativa, pode namorar, casar e, na maior parte dos casos, ter filhos.

E aí, curtiu? Se tiver perguntas, mesmo as cabeludas, mande para a gente! Até a próxima.

Quais as Melhores Empresas para Pessoas com Deficiência Trabalharem?

Mãos de mulher sobre o teclado de um notebook prata. Aparenta ser uma situação de trabalho.
Mãos de mulher sobre o teclado de um notebook prata. Aparenta ser uma situação de trabalho.

Imagine o seguinte: você quer trabalhar em uma empresa que valoriza a diversidade, a pessoa com deficiência. Ou então gostaria de fazer negócios com uma empresa que não apenas respeita os direitos de todos mas que possui iniciativas reais que valorizam e estimulam as pessoas com alguma deficiência a crescerem pessoal e profissionalmente. A pergunta para ambas as situações seria: “essas empresa existem? quem são elas?”.

As empresas multinacionais, principalmente as de origem norte-americana, estão cada vez mais enxergando valor em contratar e manter pessoas com deficiência em seus quadros de funcionários. É sabido que, quanto mais diverso e heterogêneo for a organização, mais rica e humana será a sua cultura. Sabendo disso, o maior provedor de conteúdo web e impresso dedicado à diversidade, chamado DiversityInc, realiza há alguns anos uma avaliação bastante criteriosa e baseada em indicadores para montar um ranking das empresas ‘amigas da pessoa com deficiência’.

Para se tornar candidata potencial a uma vaga dentre as TOP 50, a empresa deve antes de mais nada passar pelo crivo de um extenso questionário que aborda determinadas áreas de avaliação. Vários fatores determinarão se a empresa é adepta ou não das melhores práticas de gestão relacionadas ao assunto. Saibam, por exemplo, 6 boas práticas de uma empresa que respeita e valoriza pessoas com deficiência, de acordo com a DiversityInc:

  1. O website da empresa tem acessibilidade e comunica vagas e oportunidade de trabalho sem segregar, discriminar e/ou restringir quaisquer candidatos que apresentem alguma deficiência, seja ela de qual natureza for;
  2. O processo de recrutamento, que envolve o preenchimento de formulários e envios de informações, é totalmente acessível e inclusivo, permitindo que qualquer pessoa consiga realizar as solicitações com autonomia;
  3. A empresa possui infra-estrutura acessível ou com adaptações razoáveis;
  4. A empresa tem o hábito de detectar oportunidades em outras áreas, além das operacionais, como contratação de pessoas com deficiência. Como por exemplo, vagas na força de vendas, posições para nível gerencial, para trabalhos voluntários ou como ‘jovem aprendiz’;
  5. A presença de ao menos uma pessoa com deficiência em departamentos ou células de trabalho está auxiliando na construção de um clima organizacional inclusivo;
  6. Percentual de gastos e despesas com fornecedores cujos proprietários são pessoas com deficiência ou veteranos de guerra.

Para a edição 2016, a DiversityInc analisou informações de mais de 1.800 empresas. Confira a seguir as 9 melhores empresas para pessoas com deficiência trabalharem.

1  Northrop Grumman
2  Lockheed Martin Corporation
3  EY
4  Comcast NBCUniversal
5  Accenture
6  Sodexo
7  Prudential Financial
8  Monsanto
9  The Hartford Financial Services Group

Pontos turísticos londrinos em debate

Segundo o Ministro para as Pessoas com Deficiência do governo inglês, Mark Harper, boa parte dos pontos turísticos mais visitados na cidade ainda possuem grandes oportunidades de melhoria na área de acessibilidade. Ele é um dos grandes defensores dos cerca de 11 milhões de ingleses que possuem algum tipo de deficiência. Segundo Harper, as empresas e a própria coroa inglesa estão míopes ao não envergarem este grande contingente de cidadãos como consumidores e usuários dos bens públicos. “Ingleses com alguma deficiência e suas respectivas famílias representam um mercado de £200 bilhões – aproximadamente 818 bilhões de reais!! – em termos de potencial de consumo que as galerias de arte, teatros e parques de Londres deveriam estar se digladiando entre si”, declara Harper.

Segundo levantamento realizado, cerca de 60% das atrações turísticas não estão totalmente adaptadas para receber pessoas em cadeiras de rodas. Além disso, 25% do locais não possuem estacionamento preferencial e apenas 13% dos pontos turísticos mantêm equipe treinada para o atendimento de pessoas com necessidades especiais.

Confira os 5 lugares de Londres que estão muito bem adaptados e podem ser visitados sem dor de cabeça do ponto de vista de acessibilidade:

1) National Theatre (Teatro Nacional): oferece LIBRAS para pessoas com deficiência auditiva, apoio de áudio-descrição para pessoas com visão reduzida, tours guiados, brochuras em Braille e headsets.

2) Igreja St Martin-in-the-Fields: totalmente acessível para pessoas com mobilidade reduzida, com rampas e elevadores em todos os andares.

3) Science Museum (Museu de Ciências): materiais com textos grandes, Braille e recursos de linguagem para pessoas com deficiência de comunicação (Makaton).

4) British Museum (Museu Britânico): um dos lugares mais acessíveis da capital inglesa com algumas estátuas e esculturas feitas especialmente para o toque de pessoas com deficiência visual.

5) KEW Royal Botanic Gardens (Jardim Botânico): possui scooters, trilhas planas e/ou com rampas suaves, além de um tour de ônibus e banheiros acessíveis.

Fonte: London Evening Standard

Tecnologia de reconhecimento gestual em tablets

Nova tecnologia assistiva promete facilitar a comunicação entre pessoas com e sem deficiência auditiva. Trata-se do UNI, da empresa norte-americana MotionSavvy, que utiliza a LeapMotion, uma tecnologia que reconhece gestos em movimento e os transforma em áudio e texto escrito.

Através de duas câmeras embutidas no tablet, o software capta os gestos em LIBRA e os projeta em imagens 3D. O sistema automaticamente traduz a linguagem gestual em áudio e, com uma tecnologia de reconhecimento de voz, transforma depois o que o áudio em texto. A tecnologia ainda não permite o caminho contrário, onde o usuário fala e então se traduz em linguagem de sinais.

Segundo o fabricante, o UNI tem como diferencial o fato de detectar ligeiras diferenças entre os gestos de um usuário e outro. Assim, vai se criando um vadto banco de dados à prova de mal-entendidos. Outra característica bacana do sistema é que, a cada palavra nova inseria no banco de dados que não faz parte do dicionário original elaborado pelo fabricante, o software dispara atualizações para toda a base de usuários.

O UNI ainda está em fase de protótipo e compreende apenas 300 palavras. A MotionSavvy pretende testar uma versão beta do produto com pessoas com deficiência auditiva e assim aumentar a base de dados para 15 mil palavras dentro dos próximos meses. Atualmente, o UNI só reconhece a língua inglesa e apenas pode ser utilizado através do tablet que vem junto com o sistema, estando indisponível para iPads ou aparelhos com Android.

Não existe um número oficial de pessoas com deficiência auditiva no mundo. Estima-se, no entanto, que 15% da população mundial tenha uma deficiência e que desta percentagem 10% sofram de surdez. No Brasil, o último censo do IBGE indica que existem cerca de 9,7 milhões brasileiros com deficiência auditiva, o que é 5,1% da população. O censo mostra ainda que a deficiência auditiva do tipo severa foi declarada por mais de 2,1 milhões de pessoas. Destas, 344,2 mil são surdas e 1,7 milhão de pessoas têm grande dificuldade de ouvir.

Um Mundo Extraordinário

A nova série do canal Nat Geo entitulada “Histórias Extraordinárias Brasil” estreia amanhã, dia 16 de setembro, às 22h30, no seu canal por assinatura.

Serão ao todo 8 episódios, cada um com uma hora de duração. Será mostrada a trajetória de brasileiros com problemas físicos graves, raros e com o constante risco de morte. A cada novo episódio, “Histórias Extraordinárias Brasil” se aprofunda em um tema – sob o ponto de vista de três diferentes personagens da vida real – entre eles: ossos de vidro, filhos da lua, anomalia facial, malformação congênita, distrofia muscular, hemangiomas, nanismo e doença de Stargardt.

Paulo Franco, vice-presidente sênior de Programação e Conteúdo da FOX International Channels, conta que a finalidade do projeto é dar voz a essas pessoas. “Nossa intenção é mostrar histórias de superação e de como acontece a integração na sociedade”, diz. Além de contar sobre cada problema com a ajuda de especialistas e com o objetivo de trazer conhecimento aos telespectadores, a série busca sempre realizar um sonho de cada uma das pessoas portadoras de doenças raras que resolveram contar sua história e traz ainda relatos da experiência contínua de aprendizagem dos familiares.

Para concretizar este projeto, o Nat Geo conta com a parceria da Dogs Can Fly, responsável pela produção dos episódios. Para trabalhar com assuntos tão delicados e, ao mesmo tempo mostrar histórias de superação, a produtora convidou Luiz Ferraz para a direção da série. Ferraz é reconhecido no mercado por ser um cineasta com importantes projetos de documentários. Ele e a equipe de produção trouxeram para o time o diretor de fotografia de cinema, Carlos Firmino, que já realizou diversos projetos autorais.

Ao todo, cerca de 30 profissionais abraçaram a proposta. Todos interessados em entrar na vida desses personagens.  “O apoio de profissionais da área de saúde foi essencial para nos aprofundarmos nessas histórias. As equipes de direção e de produção mergulharam no trabalho com tanta intensidade que, o resultado final é uma série sensível e emotiva, mas que irá compartilhar com os telespectadores histórias de coragem e força”, afirma o diretor Luiz Ferraz.

Veja o vídeo que promove a série AQUI.

Google e Apple de olho no mercado de pessoas com deficiência

O gigante Google deu mais uma bola dentro: implementou melhorias de acessibilidade no seu serviço de edição de documentos online, o Google Drive. Detas forma, pessoas com deficiência visual ou visão reduzida poderão usar a ferramenta de forma mais ampla, com maior facilidade e comodidade. As novidades incluem melhor integração com sistemas de narração (recursos de voz) e telas em braille.

O recurso para leitores de tela permite agora maior integração com textos. Um exemplo da nova funcionalidade é que agora, ao posicionar o cursor em uma parte do texto, basta pressionar o comando ctrl+alt+a e em seguida a tecla F para ouvir a formatação usada no parágrafo. O recurso de voice-over também funciona com documentos compartilhados, informando, por exemplo, quando um usuário entra ou sai dele e quando e onde está fazendo alterações. Outro recurso adicionado é um menu de pesquisa rápida para comandos. Basta digitar o que se quer fazer para mostrar em tempo real as opções relacionadas disponíveis. Por exemplo, digitando “negrito”, o sistema vai mostrar automaticamente o comando.

O suporte a telas em braille também foi melhorado, permitindo a leitura e inserção de textos em documentos, slides e desenhos. O sistema pode ler as configurações para mostrar caracteres automaticamente e diminuir o tempo de espera entre pressionar uma tecla e ouvi-la no leitor de tela.

IoS 8 CHEGA COM NOVIDADES

A Apple não ficou pra trás, não ! No final de Agosto/14, em sua conferência anual voltada para programadores, a empresa anunciou o lançamento do seu novo sistema operativo móvel, o iOS 8, que contará com vários aprimoramentos de termos de acessibilidade.

Não é de hoje que a empresa de Steve Jobs se dedica à pesquisa e implantação de  recursos de acessibilidade de para pessoas com deficiência. Com esta missão em mente, foi apresentado um novo pacote de melhorias de usabilidade que irão beneficiar todos aqueles que se confrontam com limitações funcionais. Algumas dessas melhorias ou novas características disponibilizadas no iOS 8 incluem 12 novidades:

1. “Escala de cinzentos” ou interface a preto e branco

Uma vez ativado, o conteúdo do telefone pode ter cores personalizadas, cores contrastantes e uma interface a preto e branco, criando um elevado contraste para utilizadores com baixa visão ou outros problemas de visão.

2. Melhorias na função de zoom

 Melhor e mais inteligennte, pois dá a opção de ampliar tudo na tela com exceção do teclado.

3. Spotlight (Pesquisa no dispositivo)

A pesquisa produz respostas ao estilo Siri, já existente no iOS 7, mas com um diferencial agora: aceita perguntas inseridas na forma de texto, dando aos usuários a capacidade de escrever em vez de falar e obter os resultados em áudio.

4. Teclado Braille

Depois de anos à espera, os teclados e o Braille desenvolvidos por terceiros chegam para iOS, permitindo aos indivíduos usar Braille para escrever textos diretamente nos aplicativos de mensagens instantâneas ou escrever um email ou efetuar uma pesquisa no iTunes ou na App Store.

5. Escrita Rápida com QuickType

O iOS 8 oferece um segundo teclado chamado QuickType, o qual é um preditor sensível ao contexto. Ele permite responder de uma forma mais ergonômica e produtivam, sendo ideal para pessoas com deficiências motora ou que se cansam rapidamente ao escreverem nos smartphones e notebooks.

6. Suporte Multi-dispositivo

Maior ajuda à audição MFi (Made For iPhone)

7. Melhorias no Touch ID

No iOS 8, o Touch ID desbloqueia o dispositivo ou efetua compras no iTunes com umsimples toque de um dedo.

8. Sintetizador de fala Alex

O sintetizador que ficou conhecido dos utilizadores na plataforma OS X pela sua alta qualidade e verbalização natural – que até respira entre as frases -, chega agora com o iOS 8 aos dispositivos iOS.

9. Cartão em Caso de Emergência

Foi adicionada uma aplicação sobre Saúde, e dentro desta aplicação encontra-se o “Cartão em Caso de Emergência”. Isto pode parecer insignificante mas no caso de um evento de uma emergência – ou mesmo para aqueles com alterações de comunicação ou impedidos de se lembrar de detalhes médicos – este cartão vai ser útil. O cartão contém detalhes médicos pessoais importantes tais como: doenças, medicação atual, alergias e contatos em caso de emergência.

10. Chamadas via Wi-Fi

Os usuários irão agora ser capazes de efetuar chamadas e enviar mensagens curtas de texto através da internet usando Macs e iPads. Efetuar chamadas via Wi-Fi é ótimo para pessoas que possam ter deixado cair o telefone e que não o possam apanhar, e que precisem de assistência; pode igualmente ser conveniente para aqueles que preferem trabalhar em dispositivos de maiores dimensões.

11. Ler o ecrã (tela)

Em qualquer visor, basta passar com dedos para baixo e o dispositivo iOS lê o conteúdo exibido.

12. Salientar palavras ao ler

Esta é uma função importante para quem tem dislexia. Solicitar a leitura por sintetizador de fala e, à medida que as palavras vão sendo lidas, são destacadas com uma cor de fundo e de letra diferentes para ajudar o usuário a melhor perceber a sua grafia.

Anatel perde briga e é obrigada a oferecer telefonia móvel a pessoas com deficiência visual

A Justiça Federal atendeu ao pedido do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) e vai notificar a Anatel para que seja cumprida sentença que garanta a pessoas com deficiência visual acesso à telefonia móvel. A agência terá o prazo de 6 meses corridos para expedir normas e padrões para a certificação de aparelhos celulares, exigindo hardwares e/ou softwares que promovam a acessibilidade.

A decisão do MPF/SP condenou a agência a promover a regulamentação de requisitos para que sejam disponibilizados aparelhos que garantam o amplo acesso das pessoas com deficiência visual ao serviço móvel pessoal. Segundo a ação civil pública proposta pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão substituto Jefferson Aparecido Dias, a falta de regulamentação por parte da Anatel tem dificultado a aquisição de aparelhos celulares acessíveis às pessoas com deficiência visual. Tais restrições contrariam normas nacionais e internacionais segundo as quais o Brasil tem obrigação de promover o amplo acesso das pessoas com deficiência aos serviços públicos, no caso, o de telefonia.

Segundo a legislação, a adoção de medidas para que isso seja garantido cabe à agência reguladora.

“A determinação do Poder Judiciário é para que a ré cumpra com sua obrigação, saindo de seu estado de omissão quanto ao respeito dos direitos das pessoas com deficiência visual. A maneira técnica de como se dará o acesso é de responsabilidade da Agência, porém. Deste modo, respeita-se a atribuição da Agência, entretanto, fazendo-a sair do seu estado ilegal (e até inconstitucional) de inércia”, informou o MPF.

Precisamos acompanhar agora para que a Anatel cumpra com o prazo estipulado.

 

Fonte: http://new.d24am.com/

Acessibilidade nas Bibliotecas Públicas

Já está em andamento o projeto “Acessibilidade em Bibliotecas Públicas” que fará adaptações em dez bibliotecas públicas brasileiras. As unidades foram selecionadas para receber qualificação profissional, melhorias no acervo e novos equipamentos ao longo de um ano. O projeto também objetiva construir e disseminar conteúdos, referenciais, estratégias e instrumentos por toda a rede de bibliotecas públicas, estimulando assim a troca de conhecimento e experiências entre bibliotecas de todo o país.

A próxima etapa do projeto são as vistorias em cada uma das bibliotecas selecionadas. Só assim se terá um diagnóstico personalizado quanto à acessibilidade nas unidades selecionadas. Todas as informações sobre o andamento do projeto serão postadas na fanpage do Facebook: https://www.facebook.com/acessibilidadeembibliotecas.

Confira a seguir a relação das bibliotecas públicas beneficiadas diretamente neste projeto, sendo duas para cada região do país:

1.    Biblioteca Pública Estadual Luis de Bessa (MG)

2.    Biblioteca Pública Estadual Levy Cúrcio da Rocha (ES)

3.    Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaias Paim (MS)

4.    Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça (MT)

5.    Biblioteca Pública Municipal Professor Barreiros Filho (SC)

6.    Biblioteca Pública do Estado do Paraná (PR)

7.    Biblioteca Pública Estadual do Amazonas (AM)

8.    Biblioteca Pública Estadual do Acre (AC)

9.    Biblioteca Pública Benedito Leite (MA)

10.  Biblioteca Pública do Estado da Bahia (BA)

 

Fonte: Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP)

Praias ainda mais acessíveis

Alguns posts atrás escrevemos a respeito do Programa Turismo Acessível – Pernambuco Sem Barreiras e mencionamos rapidamente do projeto Praia Sem Barreiras que compõe parte importantíssima do programa. E por isso resolvemos dedicar um post exclusivo a este tema.

O projeto Praia Sem Barreiras tem como objetivo maior transformar algumas praias do litoral pernambucano em locais acessíveis e portanto destino cativo de pessoas com deficiência. Atualmente, já são 4 praias preparadas com infra-estrutura específica que envolve não apenas mobiliário, sinalização mas um competente treinamento dos funcionários e voluntários que fazem o dia a dia do projeto. Graças ao trabalho conjunto da Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur), da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e das prefeituras, o projeto oferece piso tátil, rampas, banheiro adaptado, esteiras exclusivas com acesso ao mar, tendas, piscinas plásticas para as crianças, cadeiras de rodas anfíbias e profissionais qualificados para o banho assistido voltado para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.

Abaixo, algumas fotos que mostram toda a infra-estrutura dedicada:

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Na praia de Boa Viagem, em Recife, segundo local a receber o projeto, a Arena de Acessibilidade fica localizada em frente ao Internacional Palace Hotel. Em uma área com cerca de 200 m², o espaço conta com uma esteira de acesso ao mar, com 50 metros de comprimento, seis cadeiras anfíbias, uma quadra para o vôlei sentado, tenda de fisioterapia e o banho assistido. A estrutura é montada e desmontada de quinta a domingo, no horário de 8h às 12h.

Além de Boa Viagem, confira as outras três praias que possuem o projeto Praia Sem Barreiras:

– Praia do Bairro Novo (em frente à Praça Duque de Caxias), em Olinda
– Praia do Sueste, em Fernando de Noronha
– Praia de Porto de Galinhas (em frente à Praça das Piscinas Naturais), em Ipojuca.

Seria ótimo se esta iniciativa pudesse sensibilizar outras secretarias estaduais de turismo e prefeituras.

Para conferir o post anterior sobre o programa Turismo Acessível – Pernambuco Sem Barreiras, clique aqui.

Fonte: site do Governo do Estado de Pernambuco