Atendimento Ambulatorial em Microcefalia

A Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação abriu inscrições às famílias que têm bebês com suspeita ou diagnóstico confirmado de microcefalia. Os pedidos para a primeira consulta é válido para as nove unidades da rede e pode ser feita pela internet, através do seguinte endereço: http://www.sarah.br/consultas/microcefalia

As unidades da Rede SARAH estão localizadas nas seguintes cidades:

  • Belém (PA)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Brasília (DF)
  • Fortaleza (CE)
  • Macapá (AP)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Salvador (BA)
  • São Luiz (MA)

Para quem não conhece, os hospitais da Rede SARAH são dedicados à reabilitação e os atendimentos têm início com uma consulta médica previamente agendada. Por isso, a importância de se solicitar um atendimento ambulatorial para bebês com hipótese ou diagnóstico de microcefalia.

Sobre a Rede SARAH

A Rede é mantida pela Associação das Pioneiras Sociais (APS). Atualmente é composta por nove unidades, que realizam mais de 19 milhões de procedimentos por ano. Tem como propósito oferecer atendimento público de alta qualidade, com tecnologia de ponta e humanismo, alcançando todos os níveis da população.

Na Rede SARAH, a terapia de reabilitação não está restrita apenas ao ambiente hospitalar. Para uma abordagem eficaz, é necessário ter como objetivo que cada momento do paciente, ao longo do dia, possa ser organizado para estimular seu desenvolvimento. Por isso, além de focar na avaliação das perdas funcionais decorrentes de acidente ou doença, os profissionais da Rede avaliam as potencialidades das funções preservadas. Em outras palavras, a atuação da equipe de reabilitação concentra-se predominantemente no que é possível conseguir e não naquilo que se deixou de fazer.

Fonte: site Rede SARAH

Confira o ranking completo de praias acessíveis do litoral paulista

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo coordenou um levantamento extenso para avaliar as condições de acesso às praias no litoral paulista. Foram avaliados também a presença de mobiliários adaptados e de hotéis preparados para receber com segurança e conforto os frequentadores. Ao todo, foram avaliadas 223 praias.

A equipe da OAB que visitou as praias foi formada por profissionais das 12 subseções presentes no Estado. Durante as visitas, a equipe procurou avaliar:

  1. presença de informações acessíveis nas praias para todos os tipos de deficiência;
  2. existência de serviços de apoio às pessoas com mobilidade reduzida;
  3. serviço de salva-vidas no local;
  4. informações sobre acessibilidade nas praias nos websites das respectivas prefeituras
  5. existência de estacionamento com vagas exclusivas para pessoas com deficiência;
  6. presença de percursos acessíveis e livres de obstáculos para pedestres até a areia da praia;
  7. acessibilidade nas edificações (instalações) e nos mobiliários (exs: cadeiras de rodas anfíbias para o banho e passeio na praia para as pessoas com mobilidade reduzida, duchas com barras de apoio).
  8. presença de hotéis próximos com acessibilidade.

Após quase três meses de análise e consolidação dos dados, montou-se um ranking das praias mais preparadas para receber banhistas idosos e/ou com alguma deficiência. O primeiro lugar ficou para a praia da Enseada, em Bertioga. Pelo levantamento realizado, a praia conta com informações acessíveis para todos os tipos de deficiência, apoiadores, salva-vidas, vagas exclusivas, percursos para pedestres, sanitários adaptados, postos de primeiros socorros, cadeira de rodas anfíbia, vestiários, duchas e lava-pés. Há também hotéis com acomodações adaptadas e a o site da prefeitura divulga informações ao público sobre acessibilidade.

Trecho da orla da Praia da Enseada, mostrando a areia, calçadões e infra-estrutura de apoio ao banhista.
Orla da Praia da Enseada, Bertioga (São Paulo)

Confira a lista completa das praias que estão melhor preparadas para receber pessoas com deficiência e idosos, no litoral paulista:

1º LUGAR:

Enseada, Bertioga

2º LUGAR:

Guilhermina, Praia Grande

Tupi, Praia Grande

3º LUGAR:

Indaiá, Bertioga

Aviação, Praia Grande

Boqueirão, Praia Grande

Caiçara, Praia Grande

Mirim, Praia Grande

Ocian, Praia Grande

Solemar, Praia Grande

4º LUGAR:

Balneário da Adriana, Ilha Comprida

Boqueirão Norte, Ilha Comprida

Monte Carlo, Ilha Comprida

Ilha Comprida, Ilha Comprida

Guaraú, Peruíbe

Centro, Peruíbe

Canto do Forte, Praia Grande

Balneário Flórida, Praia Grande

Fonte: G1 / Foto: Jornal da Baixada

Para a Microsoft, acessibilidade é estratégica

Há cerca de algumas semanas, a Microsoft anunciou recursos inovadores de acessibilidade dos seus serviços. Vem por aí novidades tanto no Windows 10 quanto no seu Office 365.

No final de Novembro, em sua sede em Nova York, a Microsoft realizou evento para comunicar o nome da sua próxima grande atualização do Windows 10: Creators Update. A atualização será gratuita para usuários do OS e estará disponível no início de 2017, ainda sem uma data específica. A lista de novidades é vasta. Vai desde uma integração amigável com Skype até a disponibilização gratuita de um programa que cria música.

homem de chapéu e camiseta rosa segura tablet com uma de suas mãos na frente do seu rosto e com a outra mão, um outro tablet ao lado da cabeça. No canto inferior, uma tela de notebook. Em todas as três telas a imagem exibida é a mesma que o fundo: um céu azul cheio de nuvens.
homem de chapéu e camiseta rosa segura tablet com uma de suas mãos na frente do seu rosto e com a outra mão, um outro tablet ao lado da cabeça. No canto inferior, uma tela de notebook. Em todas as três telas a imagem exibida é a mesma que o fundo: um céu azul cheio de nuvens.

 

O mais bacana dessa história toda é que, concomitante ao desenvolvimento e implementação de um monte novas funcionalidades, a empresa tem olhado com muita atenção e profissionalismo para as questões relacionadas à acessibilidade. Para a empresa americana, é obrigação que seus serviços estejam acessíveis a toda e qualquer pessoa deste globo. Acessibilidade não é apêndice, mas algo que está no âmago do seu ‘business’. Saber e reconhecer que existem milhões de pessoas diversas, com suas características e diferenças próprias, fez com que a diversidade humana virasse parte importante da estratégia global da companhia e da sua cultura organizacional. Basta conhecer um pouco sobre a maneira com que Paula Bellizia, Gerente Geral da Microsoft no Brasil, encara a diversidade e a acessibilidade no âmbito dos negócios. Em matéria sobre diversidade e inovação publicada no início deste ano, Bellizia frisa: “O respeito ao outro, às diferenças, é fundamental para se abrir para as ideias, que se somam às suas e propiciam a criatividade e inovação”. Este tem sido o tom dado pela empresa quando o assunto é discutir a importância do acesso e da participação de todas as pessoas, sem exceção, ao mundo Microsoft. Se melhorias contínuas em seus serviços é considerado um pilar estratégico, nada mais coerente que levar a temática da diversidade e do acesso universal para o centro da mesa.

Windows 10 Creators Update

Abaixo, quatro das várias novidades que devem chegar aos usuários no começo do ano que vem:

Braille
O suporte preliminar para Braille será introduzido com o Windows 10 Creators Update. A atualização suportará telas em Braille de mais de 35 fabricantes e mais de 40 idiomas.

Instalação sem assistência
Os usuários poderão instalar o Windows 10 Creators Update usando o Narrador, que poderá ser usado durante todo o processo de instalação.

Novas formas de abrir o Narrador
Mudaram-se as teclas de acesso rápido ao Narrador, em resposta aos comentários de muitos usuários do software. O Narrador agora poderá ser aberto pressionando as teclas Ctrl + Winkey + Enter, ao invés de Winkey + Enter. Também será possível abrir o Narrador usando a Cortana ou o aplicativo ‘Configurações’. (Para quem não sabe, ‘Cortana’ equivale à Siri, da Apple, ou ao Google Now, do Android).

Texto e voz
Haverá 10 novas vozes nessa nova versão. O Narrador também suportará a leitura em múltiplos idiomas, podendo alternar entre diferentes idiomas.

Office 365

No caso específico do Office 365, os novos recursos de acessibilidade contam com um elemento surpresa que deixou todos curiosos. Trata-se do emprego de inteligência artificial.

Por exemplo, um recurso que os usuários do Microsoft Word e do PowerPoint passarão a ter é a sugestão automática de legendas para imagens e slides, denominadas de “alt-text”. Para pessoas cegas, um dos grandes problemas são materiais digitais que não contemplam a descrição de imagens, gráficos e fotos. Quando não existe este recurso, os softwares que ‘lêem” a tela simplesmente passam batido e o usuário cego não sabe do que se trata aquela determinada imagem ou gráfico.

O recurso de ‘legendagem’ de imagens, slides, fotos e gráficos estará disponível a partir do próximo ano, sem data definida. A Microsoft também diz que irá melhorar a navegação de leitores de tela e que haverá a possibilidade de ajustar fontes e cores na tela para facilitar a leitura por parte de pessoas com baixa visão ou daltonismo.

10 coisas que você sempre quis saber sobre pessoas com deficiência mas tinha medo de perguntar

Confessa, vai. Você tem um monte de perguntas sobre o universo da pessoa com deficiência mas nunca achou respostas. Seja porque perguntou para quem também tinha vários pontos de interrogação na cabeça ou porque acabou esquecendo de pesquisar sobre o assunto mesmo. Bom, não importa o motivo. Neste post vamos responder a algumas das perguntas mais comuns de pessoas sem deficiência sobre o dia a dia da pessoa com deficiência. E se houver alguma dúvida não atendida, mande para sua perguntinha pra gente, ok?

Jovem tímida com leque verde

1. Qual o termo correto para se referir à alguém com deficiência?

Esta talvez seja a dúvida mais comum e que a grande maioria de leigos acaba cometendo equívocos. Em alguns casos, a gente tenta ser ‘politicamente correta’ e acaba usando de eufemismo, o que só piora a situação. O termo correto e aceito internacionalmente é “pessoa com deficiência”. Qualquer termo fora este, será impreciso ou poderá até mesmo gerar algum mal estar junto à pessoa. O termo “pessoa com deficiência” está em vigor desde 2006 quando houve a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU e que foi ratificado no Brasil com efeito de emenda constitucional, através do Decreto Legislativo 186 em 2008. Então, risque estes termos da sua caderneta: “portador de deficiência”, “deficiente” e “portador de necessidades especiais”.

2. O que devo falar ao me apresentarem a uma pessoa com deficiência?

Que tal começar com um “olá! tudo bem?” e dizer qual seu nome. Emendar algo tipo “prazer em conhecer” cai bem. Lembre-se: você está à frente de uma PESSOA. Feita de carne e osso. Com sonhos, visões de mundo, medos, expectativas, habilidades… Assim como você. Então, trate-a normalmente como você faz com todos. Fácil, não?!

3. Por que as pessoas têm deficiências?

Ao contrário do que muitas pessoas possam achar, no Brasil e no mundo, as grandes causas de deficiência não têm nada a ver com genética e nem são hereditárias. Em outras palavras, poucas deficiências são congênitas. Na maior parte dos casos elas são adquiridas em vida. Infecções causadas pela falta de saneamento básico, falta de assistência pré-natal, erro médico na hora do parto e, principalmente, acidentes de carro e com arma de fogo são algumas das causas de as pessoas terem deficiências. Ou seja, ninguém está protegido. Todos somos vulneráveis.

4. Todo mundo que tem a mesma deficiência se conhece?

Não, o universo composto por pessoas com deficiência não é tão pequeno se pensa. No mundo todo, 10% da população tem pelo menos uma deficiência, seja leve ou grave. No Brasil, este percentual é 25%!  Mesmo em se falando em mais de 45 milhões de brasileiros, é muito difícil que a maioria das pessoas com deficiência se conheçam e sejam amigas em redes sociais, embora haja um grande sentimento de “grupo”, de “comunidade” entre boa parte das pessoas. Então, não parta do pressuposto que a pessoa com deficiência que você acabou de conhecer seja amigo ou amiga de “fulano” ou “beltrana”.

5. Como as pessoas cegas usam a internet?

Pessoas cegas usam internet e muito! Quem não usa, nos dias de hoje né? Graças a softwares de voz que lêem tudo que está na tela, as pessoas com cegueira ou baixa visão podem surfar pelos sites que bem entenderem. Bom, desde que os sites estejam preparados para serem lidos por estes softwares, é claro! Quando isto ocorre, dizemos que o site está acessível. Estes leitores de telas podem ser instalados em qualquer dispositivo equipado com multimídia. No caso do uso em computadores, os softwares mais comuns são: JAWS, NVDA, Virtual Vision e DOSVOX. No caso de dispositivos móveis, os mais conhecidos são o Talkback (plataforma Android) e o VoiceOver (plataforma iOS), que por sinal já vêm instalados nos smartphones e tablets.

6. Todo surdo é mudo?

Não, nem sempre. A pessoa com surdez na maior parte dos casos apresenta os órgãos fonoarticulatórios íntegros e tem todo o potencial para desenvolvimento da fala. Não é porque é surdo que se torna automaticamente mudo. A mudez autêntica é extremamente rara e decorrente de lesões cerebrais. Fonte: Somos@Telecentros

7. Deficiência intelectual e doença mental: são a mesma coisa?

Nãão! São coisas totalmente diferentes. A deficiência intelectual (e não “mental”, como alguns dizem) pode ser conseqüência de uma doença, mas ela não é uma doença; é uma “condição”, uma determinada limitação. Além de doenças, pode ser causada por acidentes, condições socioeconômicas desfavoráveis que levam à privação de estímulos, desnutrição, por fatores orgânicos, hereditários e por fatores genéticos. Vale a pena frisar que, por não ser uma doença, não pode ser contraída por meio de contágio. Ou seja, ninguém vai “pegar” nada convivendo com pessoas com Deficiência Intelectual. Na verdade, pode pegar é um carinho e uma amizade muito grande! rs. Fonte: APAE Limeira

8. Toda pessoa com deficiência auditiva é surda?

Não, necessariamente. Todo surdo é alguém com deficiência na audição. No caso, não conseguem escutar nada. Mas nem toda pessoa com deficiência auditiva é surda. Entendeu? Há outros níveis de deficiência auditiva, que pode ser leve até moderada. Neste caso, inclusive, existem pessoas que se comunicam através da linguagem oral, sem muitos problemas, principalmente se a perda auditiva foi desenvolvida na vida adulta.

9. Pessoas com deficiência intelectual são mais carinhosas?

As pessoas com deficiência intelectual são, em geral, bem dispostas, carinhosas e gostam de se comunicar. Mas, não existe esse negócio de “MAIS” ou “MENOS”. Se a pessoa é gentil e amável é porque tem muito a ver com a sua personalidade, sua educação, seus valores. Ou seja, da mesma forma que funciona com qualquer pessoa. O fato de se ter ou não uma deficiência não é determinante. 

10. Pessoa em cadeira de rodas fazem sexo?

Muito, às vezes. Rs. Sexualidade é algo muito mais amplo que sexo e, consequentemente, sexo é muito mais que “encontro de genitálias”. No caso de pessoas com lesão medular, por exemplo, apesar de pouca ou nenhuma sensibilidade da cintura para baixo, estas pessoas sentem prazer através do tato em outras partes erógenas do corpo (lembram daquela cena da massagem na orelha no filme Intocáveis?) ou de estímulos do olfato e visão. Tudo isso vai ajudar a irrigação sanguínea, ao aumento do batimento cardíaco e o restante da história você já imagina, né?! Então, anota aí: a pessoa com deficiência motora, seja homem ou mulher, pode ter vida sexual ativa, pode namorar, casar e, na maior parte dos casos, ter filhos.

E aí, curtiu? Se tiver perguntas, mesmo as cabeludas, mande para a gente! Até a próxima.

Agora é lei: todo website precisa ter acessibilidade

Ao contrário do que muitos pensam, a quantidade de brasileiros com alguma deficiência não é pequena. Não é um ‘nicho’ de mercado. Segundo o IBGE, os números são surpreendentes:

6,5 milhões de pessoas cegas ou com baixa visão;
13 milhões com alguma deficiência motora, incluindo baixa mobilidade de membros superiores;
9,7 milhões com deficiência auditiva e que muitas vezes só conhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras);
2,5 milhões de crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual.

O problema é que as cidades brasileiras ainda não estão prontas para incluir as pessoas com deficiência e oferecer a elas as condições necessárias para o exercício dos seus direitos, seja perante à Declaração Universal dos Direitos Humanos, seja perante à Constituição Federal de 1988, seja à qualquer coisa. Calçadas mal conservadas e executadas, rampas inexistentes ou mal projetadas, assentos escassos para pessoas obesas e assim por diante. Se a discussão fosse apenas sobre as barreiras físicas, seria uma coisa. O problema é que vivemos todos os dias sob a égide do ‘jeitinho brasileiro’ que em muitas vezes carrega de forma velada uma visão preconceituosa a cerca da pessoa com deficiência. O melhor exemplo disso é o famoso “vou estacionar apenas um minutinho nessa vaga exclusiva para pessoas com deficiência”. Em apenas ‘um minutinho”, ferimos sem pestanejar um dos direitos assegurados por lei à pessoa com deficiência.

Foto preta e branca de uma placa de rua, com Símbolo Internacional de Acessibilidade (pessoa em cadeira de rodas)

Em relação aos meios de comunicação, os desafios de se eliminar barreiras não é diferente. Canais de TV, revistas, jornais, websites.. Quantos websites, sejam eles institucionais ou de comércio eletrônico, de marcas ou empresas, são acessíveis por todos? Uma pesquisa do W3C (World Wide Web Consortium) mostrou que apenas 2% das páginas da web são acessíveis pelo universo de pessoas com deficiência.

De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (13.146/15), que começou a vigorar em Janeiro de 2016, “é obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente”.

IDOSOS
Não podemos deixar de fora o contingente de pessoas que já passaram dos 60 anos de idade. Em 2010, existiam 20,5 milhões de idosos no Brasil. E juntamente com a idade, chegam às vezes algumas doenças que podem acomete total ou parte dos nossos sentidos. É o caso de uma diabetes não controlada, de uma catarata, de uma sarcopenia (perda de massa e força da musculatura).
Segundo projeções, até 2020, seremos mais de 30 milhões de pessoas com 60 ou mais anos de idade. Um crescimento vertiginoso de 50% em apenas 10 anos! É fato que, graças aos avanços da medicina e à melhora na qualidade de vida, estamos vivendo mais e melhor! Em suma, dentro de alguns anos, teremos muitos idosos vivendo ativamente e totalmente conectados às tecnologias móveis e internet. De acordo com uma pesquisa realizada pela Telehelp, 66% dos idosos brasileiros usam regularmente a internet e 45% afirmaram fazer compras online regularmente.

Close nas mãos de um homem idoso, que está de pé, de frente para a câmera, apoiado em uma bengala. Vemos aliança de casado e que o homem veste calça social bege e camisa xadrez marrom e branca
Close nas mãos de um homem idoso, que está de pé, de frente para a câmera, apoiado em uma bengala. Vemos aliança de casado e que o homem veste calça social bege e camisa xadrez marrom e branca

Os fabricantes de produtos, prestadores de serviços, órgãos governamentais, agências digitais e de publicidade, veículos de comunicação… todos precisam despertar de uma vez por todos que existe um mar de gente crescendo todo ano e que anseia por seu direito de irem e virem quando bem entenderem, de acessarem conteúdo web quando e como desejarem e assim por diante. Além do aspecto de direitos humanos, não esqueçamos do aspecto capitalista e financeiro. Afinal de contas, estamos falando de pessoas que viajam, estudam, saem para jantar, compram pela internet, pagam contas pelo celular… Quando as empresas começarem a enxergar nas pessoas com deficiência e mobilidade reduzida potenciais clientes e consumidores de suas marcas, produtos e serviços, talvez assim acelere o processo de acessibilização como um todo e as barreiras, físicas e virtuais, caiam por terra.

Heróis Existem

Ao ser convidado para viver novamente a personagem de Tony Stark, o ator Robert Downey Jr não pensou duas vezes. Não, não! Não se trata de uma nova sequência do bem-sucedido longa metragem ‘Homem de Ferro’, mas de uma ação realizada pela Limbitless Solutions, fabricante de braços biônicos de baixo custo – em parceria com a Microsoft OneNote Collective Project. Veja como foi o encontro do herói de metal com o jovem Alex, que possui uma deficiência no seu braço direito.

Quem quiser conhecer o projeto #CollectiveProject, pode acessar o site oficial da Limbitless Solutions. A empresa tem capacitado várias famílias a comprar um braço biônico de baixo custo, feito por impressoras 3D.

 

Um Mundo Extraordinário

A nova série do canal Nat Geo entitulada “Histórias Extraordinárias Brasil” estreia amanhã, dia 16 de setembro, às 22h30, no seu canal por assinatura.

Serão ao todo 8 episódios, cada um com uma hora de duração. Será mostrada a trajetória de brasileiros com problemas físicos graves, raros e com o constante risco de morte. A cada novo episódio, “Histórias Extraordinárias Brasil” se aprofunda em um tema – sob o ponto de vista de três diferentes personagens da vida real – entre eles: ossos de vidro, filhos da lua, anomalia facial, malformação congênita, distrofia muscular, hemangiomas, nanismo e doença de Stargardt.

Paulo Franco, vice-presidente sênior de Programação e Conteúdo da FOX International Channels, conta que a finalidade do projeto é dar voz a essas pessoas. “Nossa intenção é mostrar histórias de superação e de como acontece a integração na sociedade”, diz. Além de contar sobre cada problema com a ajuda de especialistas e com o objetivo de trazer conhecimento aos telespectadores, a série busca sempre realizar um sonho de cada uma das pessoas portadoras de doenças raras que resolveram contar sua história e traz ainda relatos da experiência contínua de aprendizagem dos familiares.

Para concretizar este projeto, o Nat Geo conta com a parceria da Dogs Can Fly, responsável pela produção dos episódios. Para trabalhar com assuntos tão delicados e, ao mesmo tempo mostrar histórias de superação, a produtora convidou Luiz Ferraz para a direção da série. Ferraz é reconhecido no mercado por ser um cineasta com importantes projetos de documentários. Ele e a equipe de produção trouxeram para o time o diretor de fotografia de cinema, Carlos Firmino, que já realizou diversos projetos autorais.

Ao todo, cerca de 30 profissionais abraçaram a proposta. Todos interessados em entrar na vida desses personagens.  “O apoio de profissionais da área de saúde foi essencial para nos aprofundarmos nessas histórias. As equipes de direção e de produção mergulharam no trabalho com tanta intensidade que, o resultado final é uma série sensível e emotiva, mas que irá compartilhar com os telespectadores histórias de coragem e força”, afirma o diretor Luiz Ferraz.

Veja o vídeo que promove a série AQUI.

Google e Apple de olho no mercado de pessoas com deficiência

O gigante Google deu mais uma bola dentro: implementou melhorias de acessibilidade no seu serviço de edição de documentos online, o Google Drive. Detas forma, pessoas com deficiência visual ou visão reduzida poderão usar a ferramenta de forma mais ampla, com maior facilidade e comodidade. As novidades incluem melhor integração com sistemas de narração (recursos de voz) e telas em braille.

O recurso para leitores de tela permite agora maior integração com textos. Um exemplo da nova funcionalidade é que agora, ao posicionar o cursor em uma parte do texto, basta pressionar o comando ctrl+alt+a e em seguida a tecla F para ouvir a formatação usada no parágrafo. O recurso de voice-over também funciona com documentos compartilhados, informando, por exemplo, quando um usuário entra ou sai dele e quando e onde está fazendo alterações. Outro recurso adicionado é um menu de pesquisa rápida para comandos. Basta digitar o que se quer fazer para mostrar em tempo real as opções relacionadas disponíveis. Por exemplo, digitando “negrito”, o sistema vai mostrar automaticamente o comando.

O suporte a telas em braille também foi melhorado, permitindo a leitura e inserção de textos em documentos, slides e desenhos. O sistema pode ler as configurações para mostrar caracteres automaticamente e diminuir o tempo de espera entre pressionar uma tecla e ouvi-la no leitor de tela.

IoS 8 CHEGA COM NOVIDADES

A Apple não ficou pra trás, não ! No final de Agosto/14, em sua conferência anual voltada para programadores, a empresa anunciou o lançamento do seu novo sistema operativo móvel, o iOS 8, que contará com vários aprimoramentos de termos de acessibilidade.

Não é de hoje que a empresa de Steve Jobs se dedica à pesquisa e implantação de  recursos de acessibilidade de para pessoas com deficiência. Com esta missão em mente, foi apresentado um novo pacote de melhorias de usabilidade que irão beneficiar todos aqueles que se confrontam com limitações funcionais. Algumas dessas melhorias ou novas características disponibilizadas no iOS 8 incluem 12 novidades:

1. “Escala de cinzentos” ou interface a preto e branco

Uma vez ativado, o conteúdo do telefone pode ter cores personalizadas, cores contrastantes e uma interface a preto e branco, criando um elevado contraste para utilizadores com baixa visão ou outros problemas de visão.

2. Melhorias na função de zoom

 Melhor e mais inteligennte, pois dá a opção de ampliar tudo na tela com exceção do teclado.

3. Spotlight (Pesquisa no dispositivo)

A pesquisa produz respostas ao estilo Siri, já existente no iOS 7, mas com um diferencial agora: aceita perguntas inseridas na forma de texto, dando aos usuários a capacidade de escrever em vez de falar e obter os resultados em áudio.

4. Teclado Braille

Depois de anos à espera, os teclados e o Braille desenvolvidos por terceiros chegam para iOS, permitindo aos indivíduos usar Braille para escrever textos diretamente nos aplicativos de mensagens instantâneas ou escrever um email ou efetuar uma pesquisa no iTunes ou na App Store.

5. Escrita Rápida com QuickType

O iOS 8 oferece um segundo teclado chamado QuickType, o qual é um preditor sensível ao contexto. Ele permite responder de uma forma mais ergonômica e produtivam, sendo ideal para pessoas com deficiências motora ou que se cansam rapidamente ao escreverem nos smartphones e notebooks.

6. Suporte Multi-dispositivo

Maior ajuda à audição MFi (Made For iPhone)

7. Melhorias no Touch ID

No iOS 8, o Touch ID desbloqueia o dispositivo ou efetua compras no iTunes com umsimples toque de um dedo.

8. Sintetizador de fala Alex

O sintetizador que ficou conhecido dos utilizadores na plataforma OS X pela sua alta qualidade e verbalização natural – que até respira entre as frases -, chega agora com o iOS 8 aos dispositivos iOS.

9. Cartão em Caso de Emergência

Foi adicionada uma aplicação sobre Saúde, e dentro desta aplicação encontra-se o “Cartão em Caso de Emergência”. Isto pode parecer insignificante mas no caso de um evento de uma emergência – ou mesmo para aqueles com alterações de comunicação ou impedidos de se lembrar de detalhes médicos – este cartão vai ser útil. O cartão contém detalhes médicos pessoais importantes tais como: doenças, medicação atual, alergias e contatos em caso de emergência.

10. Chamadas via Wi-Fi

Os usuários irão agora ser capazes de efetuar chamadas e enviar mensagens curtas de texto através da internet usando Macs e iPads. Efetuar chamadas via Wi-Fi é ótimo para pessoas que possam ter deixado cair o telefone e que não o possam apanhar, e que precisem de assistência; pode igualmente ser conveniente para aqueles que preferem trabalhar em dispositivos de maiores dimensões.

11. Ler o ecrã (tela)

Em qualquer visor, basta passar com dedos para baixo e o dispositivo iOS lê o conteúdo exibido.

12. Salientar palavras ao ler

Esta é uma função importante para quem tem dislexia. Solicitar a leitura por sintetizador de fala e, à medida que as palavras vão sendo lidas, são destacadas com uma cor de fundo e de letra diferentes para ajudar o usuário a melhor perceber a sua grafia.

Praias ainda mais acessíveis

Alguns posts atrás escrevemos a respeito do Programa Turismo Acessível – Pernambuco Sem Barreiras e mencionamos rapidamente do projeto Praia Sem Barreiras que compõe parte importantíssima do programa. E por isso resolvemos dedicar um post exclusivo a este tema.

O projeto Praia Sem Barreiras tem como objetivo maior transformar algumas praias do litoral pernambucano em locais acessíveis e portanto destino cativo de pessoas com deficiência. Atualmente, já são 4 praias preparadas com infra-estrutura específica que envolve não apenas mobiliário, sinalização mas um competente treinamento dos funcionários e voluntários que fazem o dia a dia do projeto. Graças ao trabalho conjunto da Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur), da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e das prefeituras, o projeto oferece piso tátil, rampas, banheiro adaptado, esteiras exclusivas com acesso ao mar, tendas, piscinas plásticas para as crianças, cadeiras de rodas anfíbias e profissionais qualificados para o banho assistido voltado para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.

Abaixo, algumas fotos que mostram toda a infra-estrutura dedicada:

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Na praia de Boa Viagem, em Recife, segundo local a receber o projeto, a Arena de Acessibilidade fica localizada em frente ao Internacional Palace Hotel. Em uma área com cerca de 200 m², o espaço conta com uma esteira de acesso ao mar, com 50 metros de comprimento, seis cadeiras anfíbias, uma quadra para o vôlei sentado, tenda de fisioterapia e o banho assistido. A estrutura é montada e desmontada de quinta a domingo, no horário de 8h às 12h.

Além de Boa Viagem, confira as outras três praias que possuem o projeto Praia Sem Barreiras:

– Praia do Bairro Novo (em frente à Praça Duque de Caxias), em Olinda
– Praia do Sueste, em Fernando de Noronha
– Praia de Porto de Galinhas (em frente à Praça das Piscinas Naturais), em Ipojuca.

Seria ótimo se esta iniciativa pudesse sensibilizar outras secretarias estaduais de turismo e prefeituras.

Para conferir o post anterior sobre o programa Turismo Acessível – Pernambuco Sem Barreiras, clique aqui.

Fonte: site do Governo do Estado de Pernambuco

Lei transforma 100% dos assentos de ônibus em ‘prioritários’

Após ser aprovada pela Câmara Municipal de Fortaleza, nova lei está em sanção do prefeito Roberto Cláudio (PROS). Segundo a nova lei, todos os assentos de transportes coletivos da capital cearense passarão a ser destinados preferencialmente para mulheres, idosos, obesos e pessoas com deficiência. Em sendo aprovada pela prefeitura, todas as empresas de ônibus e vans terão um prazo de 30 dias para se adequarem à nova legislação. Uma das adequações previstas é a fixação de placas nas entradas dos transportes com os dizeres: “Todos os assentos deste veículo, por força de lei municipal, são de uso preferencial por mulheres, idosos, obesos, pessoas com deficiência ou com limitação temporária de locomoção”.

Atualmente, a lei vigente (10.048/2000) prevê em seu artigo terceiro que “as empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte coletivo reservarão assentos, devidamente identificados, aos idosos, gestantes, lactantes, pessoas portadoras de deficiência e pessoas acompanhadas por crianças de colo.” Ou seja, não se especifica quantidade de assentos prioritários e nem se inclui as mulheres no grupo preferencial.

O projeto aprovado, no entanto, não determina que tipo de sanção será aplicada no caso de desrespeito à norma. Também não é especificado a que órgão municipal caberá a fiscalização da aplicação da lei, bem como se punições serão aplicadas às empresas ou diretamente aos transgressores da lei. O idealizador da proposta é o vereador Carlos Dutra (PROS).

Estamos de olho.

Fonte: O POVO