Um novo relatório da LinkedIn e da Disability:IN revela como talentos com deficiência estão impulsionando um novo dinamismo nos mercados de trabalho.
Sobre o Estudo
A Disability:IN, em parceria com o LinkedIn, acabou de lançar um relatório que apresenta tendências de emprego entre membros do LinkedIn com e sem deficiência nos últimos anos, com análises por geração e por região. O estudo se chama “Momentum at Work: Disability and Career Mobility” (Momentum no Trabalho: Deficiência e Mobilidade de Carreira).
O relatório, que utilizou dados de 2023 a 2025 de quase 10 milhões de membros do LinkedIN de sete países diferentes, mostra que, em geral, as tendências de emprego para pessoas com deficiência são semelhantes às de pessoas sem deficiência. Normalmente, a diferença é de apenas alguns pontos percentuais em métricas como retenção na mesma empresa, permanência no mesmo cargo e promoção para níveis mais altos.
Fatores como “geografia” e “geração” influenciam fortemente os resultados da empregabilidade.
Os resultados foram obtidos a partir do histórico profissional informado nos perfis. A condição de deficiência foi autodeclarada pelos membros no Brasil, Canadá, França, Alemanha, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.
Principais Achados da Pesquisa:
- Projeção na Carreira: Pessoas com deficiência permanecem no mercado e buscam crescer na carreira, mas fazem isso mudando de empresa, setor ou ocupação com mais frequência do que trabalhadores sem deficiência. Ou seja, costuma ocorrer mais pela troca de empregador do que pela própria promoção interna, reduzindo as taxas de retenção;
- Redução de Diferenças Históricas: Trabalhadores jovens com deficiência estão reduzindo ou até revertendo lacunas históricas, enquanto gerações mais velhas ainda enfrentam maiores disparidades e menor retenção;
- Entrada e Saída de Emprego: as taxas de emprego de pessoas com deficiência variam bastante entre países. Em algumas economias avançadas, a diferença chega a 10%.
1. Projeção na Carreira:
Os dados do relatório mostram que a grande maioria dos trabalhadores com deficiência permaneceu no mesmo emprego e na mesma empresa. E foram poucas as movimentações por conta de promoções internas. Algo entre 4% e 10% do total. E mesmo assim, dentre essas pessoas que tiveram avanços em sua carreira dentro da empresa, no máximo um terço delas conseguiu subir de senioridade ou de nível, ocupando um cargo maior.
Neste aspecto do avanço de carreira, vale um destaque para os números entre pessoas com e sem deficiência. Em todos os sete países, as pessoas sem deficiência avançaram mais hierarquicamente dentro das empresas do que as pessoas com deficiência. O percentual de pessoas com que ficaram no mesmo nível ou até tiveram redução do nível de senioridade (conhecido como “downgrade”) foi mais visível, o que pode ser um das justificativas da alta taxa de rotatividade detectada.
2. Redução de Diferenças Históricas:
Os dados trazem sinais encorajadores de que as disparidades históricas estão diminuindo, já que os padrões de retenção entre pessoas com e sem deficiência começam a se aproximar. Em muitos países, pessoas com deficiência estão entrando no mercado em taxas mais altas, especialmente entre a Geração Z;
No Reino Unido e no Canadá, jovens com deficiência têm até taxas de emprego superiores às de jovens sem deficiência. Já entre gerações mais velhas, as disparidades permanecem maiores.
3. Entrada e Saída de Emprego:
Os padrões de entrada e saída da força de trabalho são semelhantes entre pessoas com e sem deficiência, com baixas taxas de saída.
Os dados do Brasil mostraram que, em 2024, 6% das pessoas com deficiência estavam empregadas sem registro em 2023, contra 4,4% das pessoas sem deficiência. Ou seja, uma diferença de 1,6 pontos percentuais, o que indica que houve uma maior entrada de pessoas com deficiência no mercado.
Geograficamente, as taxas de pessoas com deficiência que estavam desocupadas e que entraram em alguma em empresa no ano de 2024 variou em três faixas:
- Até 5%: Reino Unido e Alemanha;
- Entre 5% e 6%: Brasil, Canadá e Estados Unidos;
- Faixa de 10%: França e Espanha.
Apesar da existência de legislações fortes em todos os países analisados, as lacunas laborais entre pessoas com e sem deficiência persistem, privilegiando aquelas que não possuem deficiências. Essa realidade marcante nos vários países que compuseram o estudo mostra que apenas leis não bastam. As empresas precisam medir e melhorar seus próprios resultados para evitar perda de talentos com deficiência.
Conclusões
Com base nessas tendências emergentes, os dados de emprego do estudo da Disability:IN com o LinkedIn sugerem um futuro promissor para profissionais com deficiência:
- As diferenças de emprego estão diminuindo entre a geração mais jovem na maioria dos países analisados;
- Pessoas com deficiência estão encontrando formas inovadoras de avançar na carreira por meio da troca de empresas;
- Em grande parte das jurisdições, uma proporção maior de membros do LinkedIn com deficiência registra novos empregos em comparação com membros sem deficiência.
Profissionais com deficiência estão mudando de empresa — e, consequentemente, de setores e ocupações — para alcançar cargos mais altos. Essa rotatividade mina a saúde financeira das empresas, que se vêem obrigadas a aumentar seus custos nos processos de substituições destes talentos.
O artigo Investimento na Acessibilidade x Custo da Rotatividade apresenta os números de cada lado da balança e apresenta números para que as empresas possam se convencer de uma vez por todas a mudar o paradigma de que acessibilidade é custo. É investimento!
Por fim, as disparidades de emprego de pessoas com deficiência variam bastante entre países. Em alguns locais — mesmo com leis fortes de inclusão e acessibilidade — as diferenças de oportunidades entre pessoas com e sem deficiência se perpetuam.
As tendências globais apresentadas no relatório apontam para um cenário dinâmico de emprego para profissionais com deficiência. Os resultados geracionais, em especial, trazem implicações importantes para pesquisas futuras sobre porque essas diferenças estão diminuindo ao longo do tempo e o que isso significa para o futuro do trabalho inclusivo. Da mesma forma, as atuais taxas de troca de empresa levantam novas questões sobre os motivos dessas mudanças e como estabilizar a retenção.
Enquanto isso, fica claro que pessoas com deficiência estão criando caminhos inovadores de crescimento que se aproximam dos resultados de trabalhadores sem deficiência, com algumas diferenças específicas por país e geração. Para os empregadores, essas mudanças representam uma oportunidade estratégica: fortalecer a capacidade interna e reduzir custos evitáveis. Empresas que investem em planos de promoção interna, estratégias de retenção e valorização da adaptabilidade de trabalhadores com deficiência podem gerar valor mensurável — reduzindo custos de rotatividade, fortalecendo a formação de lideranças e ampliando o acesso a novos mercados.
Pra Finalizar
É oportuno comentar aqui que as empresas que desejam reduzir essas lacunas de oportunidades, reter jovens talentos, minimizar custos de rotatividade e criar caminhos de crescimento podem medir seu progresso através do Disability Index®, do Disabilty:IN.
O Disability Index® é uma ferramenta global de avaliação da inclusão e acessibilidade no trabalho. O índice oferece às empresas um modelo de maturidade que mede resultados em contratação, retenção, promoção, adaptações e acessibilidade organizacional.
Acesse o link e baixe gratuitamente o relatório completo do Disability:IN em parceria com o LinkedIN, contendo todos os detalhes organizados país a pais.
Fonte:
Estudo Disability:IN e LinkedIN – Momentum at Work: Disability and Career Mobility


