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Inclusão: o elefante está na sala!

Sim, matamos um elefante a cada 15 minutos no mundo. E isso é muito triste. Mas o que dizer quando, a cada 12 minutos, uma pessoa negra é morta em nosso país? Ou que, a cada 28 horas, um(a) homossexual é morto em alguma cidade brasileira? Pois é…

Começou hoje a Elephant Parade. São 85 estátuas diferentes, pintadas à mão que ficarão expostas em diversos locais da cidade de São Paulo. A ideia foi criada em 2007 e tem com propósito a conscientização social, uma vez que 33.000 elefantes africanos são mortos a cada ano, o que equivale dizer uma morte a cada 15 minutos.

Defendo (e curto) este tipo de iniciativa. É uma forma lúdica e impactante para se levantar a poeira de um tema importante e se conseguir engajamento. Penso que podíamos usar exemplos como este para suscitar discussões e procurar a atenção e participação efetiva do público para temas que nos rondam e afetam diretamente, como a inclusão social e a equidade de direitos dos grupos ‘minorizados’, como o LGBT+, Negros e Pessoas com Deficiência por exemplo. Para se pensar…

Descrição da imagem: elefante bem colorido, pintado à mão, feito em fibra de vidro, sobre uma plataforma de aço. Possui 1,46 metros de altura por 1,66 metros de comprimento. Está numa calçada. Ao fundo, prédios da Avenida Paulista, em São Paulo.

Foto por Rodrigo Credidio, em 01/08/2017.

Atendimento Ambulatorial em Microcefalia

A Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação abriu inscrições às famílias que têm bebês com suspeita ou diagnóstico confirmado de microcefalia. Os pedidos para a primeira consulta é válido para as nove unidades da rede e pode ser feita pela internet, através do seguinte endereço: http://www.sarah.br/consultas/microcefalia

As unidades da Rede SARAH estão localizadas nas seguintes cidades:

  • Belém (PA)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Brasília (DF)
  • Fortaleza (CE)
  • Macapá (AP)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Salvador (BA)
  • São Luiz (MA)

Para quem não conhece, os hospitais da Rede SARAH são dedicados à reabilitação e os atendimentos têm início com uma consulta médica previamente agendada. Por isso, a importância de se solicitar um atendimento ambulatorial para bebês com hipótese ou diagnóstico de microcefalia.

Sobre a Rede SARAH

A Rede é mantida pela Associação das Pioneiras Sociais (APS). Atualmente é composta por nove unidades, que realizam mais de 19 milhões de procedimentos por ano. Tem como propósito oferecer atendimento público de alta qualidade, com tecnologia de ponta e humanismo, alcançando todos os níveis da população.

Na Rede SARAH, a terapia de reabilitação não está restrita apenas ao ambiente hospitalar. Para uma abordagem eficaz, é necessário ter como objetivo que cada momento do paciente, ao longo do dia, possa ser organizado para estimular seu desenvolvimento. Por isso, além de focar na avaliação das perdas funcionais decorrentes de acidente ou doença, os profissionais da Rede avaliam as potencialidades das funções preservadas. Em outras palavras, a atuação da equipe de reabilitação concentra-se predominantemente no que é possível conseguir e não naquilo que se deixou de fazer.

Fonte: site Rede SARAH

Conheça mais de 200 Praias Acessíveis

Em Fevereiro, escrevemos um artigo sobre o levantamento e ranking das praias mais bem preparadas para receber pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida no Litoral Paulista. Se você não se lembra ou não leu, confira nosso post clicando neste link.

Desta vez, trouxemos novidades vindas além do Atlântico, “lá da terrinha” onde vive a amistosa e querida nação portuguesa. O Programa Praia Acessível – Praia para Todos, uma iniciativa de vários órgãos públicos municipais e estaduais portugueses, completou no ano passado 12 anos de existência e realizou nova avaliação das suas praias. Nesta última edição, o Programa premiou 209 praias, que receberam um certificado de acessibilidade.

Assim como a versão paulista, o formulário de avaliação levou em conta uma série de itens para finalmente determinar se as praias eram ou não acessíveis. A bateria de requisitos obrigatórios que determinaram se a praia era ou não “acessível” foi composta pelos seguintes fatores:

  1. Acesso ao pedestre: fácil e livre de obstáculos, a partir da via pública até uma entrada acessível da praia;
  2. Estacionamento Exclusivo: existência de vagas reservadas para embarque e desembarque de pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida, o mais próximo possível do acesso à praia;
  3. Rotas acessíveis: percursos totalmente livre de obstáculos e de interrupções na área da areia, que inclua faixas de pedestre e percursos devidamente pavimentados, firmes e contínuos. Existindo desníveis, os degraus têm que ser complementados por rampas suaves e/ou meios mecânicos acessíveis (ex: plataformas).
  4. Infra-estrutura de apoio: existência de área e recursos destinados a banhos de sol (chapéus de sol, toldos, barracas) e o mais próximo possível do mar; sanitários adaptados; posto de primeiros socorros acessível; guarda-vidas;
  5. Acessibilidade nas informações ao público: na entrada da praia e nas páginas do website da prefeitura, informando sobre as condições de acessibilidade e os serviços de apoio disponíveis às pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida.

Durante o levantamento de 2016, observaram-se alguns exemplos de boas práticas que, embora não sendo de cumprimento obrigatório, melhoram inquestionavelmente as condições de usufruto das praias. São eles:

  • Equipamentos anfíbios para o banho e/ou o passeio na praia
  • Espaço coberto para descanso e/ou leitura
  • Vestiários, duchas, bebedouros e lava-pés acessíveis
  • Bares, restaurantes e lojas com arquitetura acessível
  • Atividades lúdicas e inclusivas

Ficou interessado(a) em saber quais praias fazem parte do Programa Praia Acessível? Então clique no link a seguir e conheça todas os 209 nomes e suas localizações: PRAIAS ACESSÍVEIS. Abaixo, fotos de algumas das praias e de suas estruturas.

Rampa de 3 segmentos, feita em madeira. Ao fundo, mar e céu azul.
Praia de Vilamoura, em Loulé, Portugal
Duas cadeiras anfíbias na areia e uma trilha em madeira indo até o mar
Praia de Valadares Sul, em Vila Nova de Gaia,Portugal
Banheiro adaptado sobre a areia, com acesso por intermédio de um deck de madeira com corrimão
Praia da Luz, em Lagos, Portugal
Trajeto em concreto liso e retilíneo da areia da praia até o mar. À direita, uma tenda de madeira com duas cadeiras anfíbias.
Praia da Conceição, em Cascais, Portugal
Deck de madeira em formato de letra T invertida, sobre areia. Ao fundo, um guarda-sol de palha, uma espreguiçadeira e o mar azul.
Praia da Comporta, em Grândola, Portugal
Vista aérea dos jardins, da rampa e do canal à esquerda. Ao fundo, um pequeno chafariz.
Praia da Pampilhosa da Serra, em Pampilhosa da Serra, Portugal

 

 

Fonte: Instituto Nacional para Reabilitação, Portugal

O que a China tem feito para acelerar o processo de inclusão

O governo chinês acaba de assinar uma nova regulamentação cujos objetivos são o de reduzir os casos de deficiência e o de aprimorar os serviços de reabilitação. Isto é pensar preventiva e pró-ativamente na saúde de seus cidadãos. 

Mas você talvez pense: “Mas é claro, com tanta gente vivendo no país, e com muitas pessoas de idade, tinha que se ter uma legislação dessas mesmo!”. Não é bem assim. É fato que a China congrega sozinha mais de 1,3 bilhões dos 7,2 bilhões de pessoas que vivem no globo terrestre. Sim, é muita gente. Mas o percentual de idosos e pessoas com deficiência são pequenos!

Para começar, o percentual de pessoas acima dos 65 anos de idade é de apenas 9%. No Brasil, este percentual gira na casa de 10%. E você achando que a China é um país velho! rs

Agora pasme. A quantidade de pessoas com deficiência que vivem na China é de apenas 85 milhões! Oi?! Sério? Sério. Também assustei quando vi os números. Em outras palavras, apenas 6,5% dos chineses têm alguma deficiência. Isto não é nada perto dos quase 14% de média Global e de 25% no Brasil! Atualmente, já temos mais de 45 milhões de pessoas vivendo em solo brasileiro com pelo menos uma das deficiências.

Chinês com cerca de 45 anos de idade, acelerando sua cadeira de rodas motorizada, que carrega uma bandeirinha da China
Chinês em Cadeira de Rodas (Foto: Douglas M Paine via VisualHunt)

Agora chegamos no ponto que queria destacar: a atenção de todo uma nação para menos de 10% de sua população! Sempre vi países governando para a maioria, para a massa. Afinal de contas, o que vale é ter uma boa de uma massa crítica a seu favor, falando bem de você não é mesmo? Pois é, a China tem mostrado que não é “só” para a maioria. Mas “também” para ela.

Sinceramente desconheço detalhes da gestão pública chinesa ou de qualquer outro aspecto desta cultura milenar a ponto de encontrar justificativas para um baixo contingente de pessoas com deficiências no país. Mas o fato é que, com essa atitude, o premiê chinês mostrou que, apesar de percentualmente inexpressivo, esta parcela de cidadãos merece ser amparada e assistida como qualquer outro segmento da população, sejam idosos, crianças etc. Foi exatamente isso que me chamou a atenção para esta notícia. Bom, não é à toa que a China é o berço de tanta sabedoria desde os tempos mais remotos né?

O referido decreto, assinado agora em Fevereiro, foi batizado de “Estatuto de Prevenção da Deficiência e Reabilitação da Pessoa com Deficiência”. O documento, composto de seis capítulos, entrará em vigor a partir do primeiro dia de Julho de 2017 e terá importante papel na resolução das questões sobre a deficiência, bem como no desenvolvimento contínuo de programas de prevenção da deficiência e da reabilitação das pessoas com alguma deficiência. O estatuto, por exemplo, exigirá que os responsáveis façam o monitoramento constante dos fatores que provocam a deficiência, bem como priorizem seus trabalhos nas regiões, indústrias, órgãos e populações com alto risco de terem alguma deficiência. Muito bacana.

Faço votos que este novo decreto surta os efeitos esperados e que beneficie cada um dos 6,5% de chineses. Cuidar de pessoas independe do gênero, etnia, idade, condições físicas e também se é “maioria”. Para cuidar de gente basta ter uma precisando de ajuda. E vontade no coração para fazer o bem. Como diz um velho provérbio chinês:

“Se você quer um ano de prosperidade, cultive trigo.
Se você quer dez anos de prosperidade, cultive árvores.
Se você quer cem anos de prosperidade, cultive pessoas.”

Fonte: China Disabled Persons’ Federation

Confira o ranking completo de praias acessíveis do litoral paulista

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo coordenou um levantamento extenso para avaliar as condições de acesso às praias no litoral paulista. Foram avaliados também a presença de mobiliários adaptados e de hotéis preparados para receber com segurança e conforto os frequentadores. Ao todo, foram avaliadas 223 praias.

A equipe da OAB que visitou as praias foi formada por profissionais das 12 subseções presentes no Estado. Durante as visitas, a equipe procurou avaliar:

  1. presença de informações acessíveis nas praias para todos os tipos de deficiência;
  2. existência de serviços de apoio às pessoas com mobilidade reduzida;
  3. serviço de salva-vidas no local;
  4. informações sobre acessibilidade nas praias nos websites das respectivas prefeituras
  5. existência de estacionamento com vagas exclusivas para pessoas com deficiência;
  6. presença de percursos acessíveis e livres de obstáculos para pedestres até a areia da praia;
  7. acessibilidade nas edificações (instalações) e nos mobiliários (exs: cadeiras de rodas anfíbias para o banho e passeio na praia para as pessoas com mobilidade reduzida, duchas com barras de apoio).
  8. presença de hotéis próximos com acessibilidade.

Após quase três meses de análise e consolidação dos dados, montou-se um ranking das praias mais preparadas para receber banhistas idosos e/ou com alguma deficiência. O primeiro lugar ficou para a praia da Enseada, em Bertioga. Pelo levantamento realizado, a praia conta com informações acessíveis para todos os tipos de deficiência, apoiadores, salva-vidas, vagas exclusivas, percursos para pedestres, sanitários adaptados, postos de primeiros socorros, cadeira de rodas anfíbia, vestiários, duchas e lava-pés. Há também hotéis com acomodações adaptadas e a o site da prefeitura divulga informações ao público sobre acessibilidade.

Trecho da orla da Praia da Enseada, mostrando a areia, calçadões e infra-estrutura de apoio ao banhista.
Orla da Praia da Enseada, Bertioga (São Paulo)

Confira a lista completa das praias que estão melhor preparadas para receber pessoas com deficiência e idosos, no litoral paulista:

1º LUGAR:

Enseada, Bertioga

2º LUGAR:

Guilhermina, Praia Grande

Tupi, Praia Grande

3º LUGAR:

Indaiá, Bertioga

Aviação, Praia Grande

Boqueirão, Praia Grande

Caiçara, Praia Grande

Mirim, Praia Grande

Ocian, Praia Grande

Solemar, Praia Grande

4º LUGAR:

Balneário da Adriana, Ilha Comprida

Boqueirão Norte, Ilha Comprida

Monte Carlo, Ilha Comprida

Ilha Comprida, Ilha Comprida

Guaraú, Peruíbe

Centro, Peruíbe

Canto do Forte, Praia Grande

Balneário Flórida, Praia Grande

Fonte: G1 / Foto: Jornal da Baixada

Aeroportos melhoram acessibilidade às aeronaves

Conforme previsto pela LBI – Lei Brasileira da Inclusão (13.146/15), em seu Capítulo X que trata dos direitos ao transporte, “o direito ao transporte e à mobilidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida será assegurado em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, por meio de identificação e de eliminação de todos os obstáculos e barreiras ao seu acesso” (art 46). E ainda especifica que, “para fins de acessibilidade aos serviços de transporte coletivo terrestre, aquaviário e aéreo, em todas as jurisdições, consideram-se como integrantes desses serviços os veículos, os terminais, as estações, os pontos de parada, o sistema viário e a prestação do serviço”. Resumindo, é obrigatório que tanto a estrutura dos aeroportos quanto os serviços prestados por companhias aéreas (ex: Gol) e empresas aeroportuárias (ex: Infraero) tenham acessibilidade. Existe inclusive uma Resolução da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), que regula o tema da acessibilidade nos aeroportos, desde a chegada do passageiro até sua saída no aeroporto de destino.

Uma das grandes discussões que ainda persistem é a questão do embarque na aeronave. Nem sempre é possível que ela seja feita por tecnologia assistiva (ambulift ou finger). Para alguns aeroportos de São Paulo, a coisa vai melhorar. Isso porque a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência acaba de adquirir 7 ambulifts, são veículos adaptados com uma plataforma elevatória, capazes de transportar pessoas com dificuldade de locomoção até o avião. Segundo informações da Secretaria, cada equipamento custou aproximadamente R$ 214 mil.

Os aeroportos que passarão a contar com este importante item de acessibilidade são:  Ribeirão Preto, Bauru, Presidente Prudente, Marília, São José do Rio Preto, Araçatuba e Araraquara.

Funcionário do aeroporto empurra pessoa em cadeira de rodas para embarcar no ambulift, que tem cor amarela . ambulift estacionado na pista de decolagem

Fonte: Portal do Estado de São Paulo

Para a Microsoft, acessibilidade é estratégica

Há cerca de algumas semanas, a Microsoft anunciou recursos inovadores de acessibilidade dos seus serviços. Vem por aí novidades tanto no Windows 10 quanto no seu Office 365.

No final de Novembro, em sua sede em Nova York, a Microsoft realizou evento para comunicar o nome da sua próxima grande atualização do Windows 10: Creators Update. A atualização será gratuita para usuários do OS e estará disponível no início de 2017, ainda sem uma data específica. A lista de novidades é vasta. Vai desde uma integração amigável com Skype até a disponibilização gratuita de um programa que cria música.

homem de chapéu e camiseta rosa segura tablet com uma de suas mãos na frente do seu rosto e com a outra mão, um outro tablet ao lado da cabeça. No canto inferior, uma tela de notebook. Em todas as três telas a imagem exibida é a mesma que o fundo: um céu azul cheio de nuvens.
homem de chapéu e camiseta rosa segura tablet com uma de suas mãos na frente do seu rosto e com a outra mão, um outro tablet ao lado da cabeça. No canto inferior, uma tela de notebook. Em todas as três telas a imagem exibida é a mesma que o fundo: um céu azul cheio de nuvens.

 

O mais bacana dessa história toda é que, concomitante ao desenvolvimento e implementação de um monte novas funcionalidades, a empresa tem olhado com muita atenção e profissionalismo para as questões relacionadas à acessibilidade. Para a empresa americana, é obrigação que seus serviços estejam acessíveis a toda e qualquer pessoa deste globo. Acessibilidade não é apêndice, mas algo que está no âmago do seu ‘business’. Saber e reconhecer que existem milhões de pessoas diversas, com suas características e diferenças próprias, fez com que a diversidade humana virasse parte importante da estratégia global da companhia e da sua cultura organizacional. Basta conhecer um pouco sobre a maneira com que Paula Bellizia, Gerente Geral da Microsoft no Brasil, encara a diversidade e a acessibilidade no âmbito dos negócios. Em matéria sobre diversidade e inovação publicada no início deste ano, Bellizia frisa: “O respeito ao outro, às diferenças, é fundamental para se abrir para as ideias, que se somam às suas e propiciam a criatividade e inovação”. Este tem sido o tom dado pela empresa quando o assunto é discutir a importância do acesso e da participação de todas as pessoas, sem exceção, ao mundo Microsoft. Se melhorias contínuas em seus serviços é considerado um pilar estratégico, nada mais coerente que levar a temática da diversidade e do acesso universal para o centro da mesa.

Windows 10 Creators Update

Abaixo, quatro das várias novidades que devem chegar aos usuários no começo do ano que vem:

Braille
O suporte preliminar para Braille será introduzido com o Windows 10 Creators Update. A atualização suportará telas em Braille de mais de 35 fabricantes e mais de 40 idiomas.

Instalação sem assistência
Os usuários poderão instalar o Windows 10 Creators Update usando o Narrador, que poderá ser usado durante todo o processo de instalação.

Novas formas de abrir o Narrador
Mudaram-se as teclas de acesso rápido ao Narrador, em resposta aos comentários de muitos usuários do software. O Narrador agora poderá ser aberto pressionando as teclas Ctrl + Winkey + Enter, ao invés de Winkey + Enter. Também será possível abrir o Narrador usando a Cortana ou o aplicativo ‘Configurações’. (Para quem não sabe, ‘Cortana’ equivale à Siri, da Apple, ou ao Google Now, do Android).

Texto e voz
Haverá 10 novas vozes nessa nova versão. O Narrador também suportará a leitura em múltiplos idiomas, podendo alternar entre diferentes idiomas.

Office 365

No caso específico do Office 365, os novos recursos de acessibilidade contam com um elemento surpresa que deixou todos curiosos. Trata-se do emprego de inteligência artificial.

Por exemplo, um recurso que os usuários do Microsoft Word e do PowerPoint passarão a ter é a sugestão automática de legendas para imagens e slides, denominadas de “alt-text”. Para pessoas cegas, um dos grandes problemas são materiais digitais que não contemplam a descrição de imagens, gráficos e fotos. Quando não existe este recurso, os softwares que ‘lêem” a tela simplesmente passam batido e o usuário cego não sabe do que se trata aquela determinada imagem ou gráfico.

O recurso de ‘legendagem’ de imagens, slides, fotos e gráficos estará disponível a partir do próximo ano, sem data definida. A Microsoft também diz que irá melhorar a navegação de leitores de tela e que haverá a possibilidade de ajustar fontes e cores na tela para facilitar a leitura por parte de pessoas com baixa visão ou daltonismo.

Nestas eleições municipais, pessoas com deficiência estão isentas de votar?

Dedo na urna eletrônica de votação

Pessoal, neste final de semana é dia de cumprirmos nosso papel de cidadão e irmos às urnas para participar da construção de cidades mais cidadãs, honestas, sustentáveis e inclusivas. O primeiro turno das Eleições Municipais 2016 acontece neste domingo, dia 2 de outubro, e o segundo turno no dia 30 de outubro.

Vale lembrar que toda pessoa com deficiência precisa cumprir seu dever e votar. Sim, sim. O voto é obrigatório e não facultativo. Segundo a Constituição Brasileira, todos os cidadãos com idade entre 18 e 70 anos são obrigados ao voto. A pessoa com deficiência pode até requerer a mudança do local de votação, caso o local seja inacessível. Mas pede-se uma antecedência de 150 dias. Se é o seu caso e você não solicitou, infelizmente terá que comparecer ao seu local de votação e encarar as malditas barreiras arquitetônicas.

Há uma exceção que não pune a pessoa quando impossível ou muito difícil de comparecer à votação e cumprir suas obrigações eleitorais. Mas precisa-se verificar com os órgãos eleitorais a aplicabilidade dessa exceção, pois é concedida apenas em raríssimos casos.

Mas, então.. para quem o voto é facultativo?

O voto, assim como o alistamento eleitoral, é facultativo apenas para:

  • pessoas analfabetas,
  • menores entre 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos,
  • maiores de 70 (setenta) anos.

Obviamente, se alguma pessoa com deficiência se enquadrar em pelo menos um dos três requisitos anteriores, seu voto nas eleições é facultativo.

10 coisas que você sempre quis saber sobre pessoas com deficiência mas tinha medo de perguntar

Confessa, vai. Você tem um monte de perguntas sobre o universo da pessoa com deficiência mas nunca achou respostas. Seja porque perguntou para quem também tinha vários pontos de interrogação na cabeça ou porque acabou esquecendo de pesquisar sobre o assunto mesmo. Bom, não importa o motivo. Neste post vamos responder a algumas das perguntas mais comuns de pessoas sem deficiência sobre o dia a dia da pessoa com deficiência. E se houver alguma dúvida não atendida, mande para sua perguntinha pra gente, ok?

Jovem tímida com leque verde

1. Qual o termo correto para se referir à alguém com deficiência?

Esta talvez seja a dúvida mais comum e que a grande maioria de leigos acaba cometendo equívocos. Em alguns casos, a gente tenta ser ‘politicamente correta’ e acaba usando de eufemismo, o que só piora a situação. O termo correto e aceito internacionalmente é “pessoa com deficiência”. Qualquer termo fora este, será impreciso ou poderá até mesmo gerar algum mal estar junto à pessoa. O termo “pessoa com deficiência” está em vigor desde 2006 quando houve a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU e que foi ratificado no Brasil com efeito de emenda constitucional, através do Decreto Legislativo 186 em 2008. Então, risque estes termos da sua caderneta: “portador de deficiência”, “deficiente” e “portador de necessidades especiais”.

2. O que devo falar ao me apresentarem a uma pessoa com deficiência?

Que tal começar com um “olá! tudo bem?” e dizer qual seu nome. Emendar algo tipo “prazer em conhecer” cai bem. Lembre-se: você está à frente de uma PESSOA. Feita de carne e osso. Com sonhos, visões de mundo, medos, expectativas, habilidades… Assim como você. Então, trate-a normalmente como você faz com todos. Fácil, não?!

3. Por que as pessoas têm deficiências?

Ao contrário do que muitas pessoas possam achar, no Brasil e no mundo, as grandes causas de deficiência não têm nada a ver com genética e nem são hereditárias. Em outras palavras, poucas deficiências são congênitas. Na maior parte dos casos elas são adquiridas em vida. Infecções causadas pela falta de saneamento básico, falta de assistência pré-natal, erro médico na hora do parto e, principalmente, acidentes de carro e com arma de fogo são algumas das causas de as pessoas terem deficiências. Ou seja, ninguém está protegido. Todos somos vulneráveis.

4. Todo mundo que tem a mesma deficiência se conhece?

Não, o universo composto por pessoas com deficiência não é tão pequeno se pensa. No mundo todo, 10% da população tem pelo menos uma deficiência, seja leve ou grave. No Brasil, este percentual é 25%!  Mesmo em se falando em mais de 45 milhões de brasileiros, é muito difícil que a maioria das pessoas com deficiência se conheçam e sejam amigas em redes sociais, embora haja um grande sentimento de “grupo”, de “comunidade” entre boa parte das pessoas. Então, não parta do pressuposto que a pessoa com deficiência que você acabou de conhecer seja amigo ou amiga de “fulano” ou “beltrana”.

5. Como as pessoas cegas usam a internet?

Pessoas cegas usam internet e muito! Quem não usa, nos dias de hoje né? Graças a softwares de voz que lêem tudo que está na tela, as pessoas com cegueira ou baixa visão podem surfar pelos sites que bem entenderem. Bom, desde que os sites estejam preparados para serem lidos por estes softwares, é claro! Quando isto ocorre, dizemos que o site está acessível. Estes leitores de telas podem ser instalados em qualquer dispositivo equipado com multimídia. No caso do uso em computadores, os softwares mais comuns são: JAWS, NVDA, Virtual Vision e DOSVOX. No caso de dispositivos móveis, os mais conhecidos são o Talkback (plataforma Android) e o VoiceOver (plataforma iOS), que por sinal já vêm instalados nos smartphones e tablets.

6. Todo surdo é mudo?

Não, nem sempre. A pessoa com surdez na maior parte dos casos apresenta os órgãos fonoarticulatórios íntegros e tem todo o potencial para desenvolvimento da fala. Não é porque é surdo que se torna automaticamente mudo. A mudez autêntica é extremamente rara e decorrente de lesões cerebrais. Fonte: Somos@Telecentros

7. Deficiência intelectual e doença mental: são a mesma coisa?

Nãão! São coisas totalmente diferentes. A deficiência intelectual (e não “mental”, como alguns dizem) pode ser conseqüência de uma doença, mas ela não é uma doença; é uma “condição”, uma determinada limitação. Além de doenças, pode ser causada por acidentes, condições socioeconômicas desfavoráveis que levam à privação de estímulos, desnutrição, por fatores orgânicos, hereditários e por fatores genéticos. Vale a pena frisar que, por não ser uma doença, não pode ser contraída por meio de contágio. Ou seja, ninguém vai “pegar” nada convivendo com pessoas com Deficiência Intelectual. Na verdade, pode pegar é um carinho e uma amizade muito grande! rs. Fonte: APAE Limeira

8. Toda pessoa com deficiência auditiva é surda?

Não, necessariamente. Todo surdo é alguém com deficiência na audição. No caso, não conseguem escutar nada. Mas nem toda pessoa com deficiência auditiva é surda. Entendeu? Há outros níveis de deficiência auditiva, que pode ser leve até moderada. Neste caso, inclusive, existem pessoas que se comunicam através da linguagem oral, sem muitos problemas, principalmente se a perda auditiva foi desenvolvida na vida adulta.

9. Pessoas com deficiência intelectual são mais carinhosas?

As pessoas com deficiência intelectual são, em geral, bem dispostas, carinhosas e gostam de se comunicar. Mas, não existe esse negócio de “MAIS” ou “MENOS”. Se a pessoa é gentil e amável é porque tem muito a ver com a sua personalidade, sua educação, seus valores. Ou seja, da mesma forma que funciona com qualquer pessoa. O fato de se ter ou não uma deficiência não é determinante. 

10. Pessoa em cadeira de rodas fazem sexo?

Muito, às vezes. Rs. Sexualidade é algo muito mais amplo que sexo e, consequentemente, sexo é muito mais que “encontro de genitálias”. No caso de pessoas com lesão medular, por exemplo, apesar de pouca ou nenhuma sensibilidade da cintura para baixo, estas pessoas sentem prazer através do tato em outras partes erógenas do corpo (lembram daquela cena da massagem na orelha no filme Intocáveis?) ou de estímulos do olfato e visão. Tudo isso vai ajudar a irrigação sanguínea, ao aumento do batimento cardíaco e o restante da história você já imagina, né?! Então, anota aí: a pessoa com deficiência motora, seja homem ou mulher, pode ter vida sexual ativa, pode namorar, casar e, na maior parte dos casos, ter filhos.

E aí, curtiu? Se tiver perguntas, mesmo as cabeludas, mande para a gente! Até a próxima.